Acusado de estupro em Copacabana é indiciado por novo crime no Rio
Vitor Hugo de Oliveira Simonin, envolvido em caso de estupro coletivo, agora responde por abuso contra menor no Humaitá. Veja detalhes da investigação policial.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 01:003 min de leitura

Investigações revelam novos crimes sexuais envolvendo suspeitos de ataque coletivo em hotel de luxo na Zona Sul carioca.
O jovem Vitor Hugo de Oliveira Simonin, que já se encontra sob custódia das autoridades por participação em um estupro coletivo ocorrido em Copacabana, foi indiciado nesta semana por um novo crime de natureza sexual. O caso mais recente teria ocorrido durante uma festa no bairro do Humaitá, também na Zona Sul do Rio de Janeiro, no início de 2025. Segundo as investigações da Polícia Civil, o suspeito teria coagido uma vítima menor de idade a praticar atos libidinosos contra a sua vontade.
Detalhes da nova acusação no Humaitá
De acordo com o inquérito conduzido pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), o crime no Humaitá apresenta contornos de violência física e psicológica. Os relatos apontam que Vitor Hugo aproveitou-se da vulnerabilidade da vítima durante o evento festivo para forçar a prática de sexo oral. O indiciamento ocorre em um momento em que a defesa do acusado tenta reverter sua prisão preventiva pelo caso anterior, mas as novas evidências complicam a situação jurídica do jovem perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
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Histórico de reincidência e outros envolvidos
As investigações também trouxeram à tona o histórico de outros indivíduos ligados ao grupo. Matheus Veríssimo, outro nome central nas investigações de abusos na orla carioca, já responde por um processo de estupro datado de 2023. Na época daquele crime, o suspeito era menor de 18 anos, o que faz com que o caso tramite sob as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A recorrência de condutas violentas entre os membros do grupo chamou a atenção dos investigadores da 12ª DP, que buscam agora conexões entre diferentes eventos ocorridos na cidade.
O trabalho das autoridades policiais
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que o indiciamento desta semana é fruto de depoimentos robustos e análise de provas técnicas. Os agentes destacam que a identificação de Vitor Hugo em múltiplos episódios sugere um padrão de comportamento predatório. O delegado responsável pelo caso reforçou que a prioridade é garantir a proteção das vítimas e assegurar que todos os envolvidos no ataque de Copacabana e em festas privadas sejam devidamente responsabilizados conforme o Código Penal Brasileiro.
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Contexto
O caso que deu visibilidade nacional aos acusados ocorreu em um hotel de Copacabana, onde uma turista denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo. A repercussão do crime incentivou que outras vítimas procurassem as delegacias para relatar abusos sofridos em datas anteriores. Especialistas em segurança pública apontam que a Zona Sul tem registrado um aumento nas denúncias de crimes sexuais em eventos privados, o que gerou um alerta nas unidades da Polícia Civil para monitorar grupos de jovens que frequentam festas de alto padrão.
Próximos passos
Com o novo indiciamento, o Ministério Público deverá avaliar se oferece uma denúncia separada ou se os fatos serão anexados ao processo principal que já mantém os jovens detidos. A defesa dos acusados não emitiu novos comunicados sobre a acusação no Humaitá, limitando-se a declarar que aguarda o acesso integral aos autos. O processo segue sob segredo de Justiça devido à presença de menores de idade entre as partes envolvidas.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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