Adoção monoparental: pai solo celebra 13 anos de vínculo em SP

Em Presidente Prudente, Ruyter Luciano Silva compartilha os desafios e as alegrias de criar o filho José Augusto, adotado aos 9 anos de idade no interior paulista.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 08:003 min de leitura

Adoção monoparental: pai solo celebra 13 anos de vínculo em SP
Resumo em 10 segundos

Exemplo de paternidade solo no interior paulista destaca a importância da convivência e do afeto na formação de novos laços familiares.

O servidor público Ruyter Luciano Silva e seu filho, José Augusto, hoje com 22 anos, celebram uma trajetória de mais de uma década de união em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. A história, que teve início quando o jovem tinha apenas 9 anos, rompe barreiras sobre a adoção tardia e a configuração da paternidade exercida por homens solteiros. O reencontro com essa história neste Dia dos Pais reforça como o ambiente familiar pode ser transformado pela persistência e pelo cuidado mútuo.

O início da jornada familiar

A decisão de adotar surgiu como um projeto de vida para Ruyter, que optou pela paternidade solo em um processo que exigiu preparação emocional e paciência. Ao conhecer José Augusto, o então menino que vivia em um sistema de acolhimento, o laço não foi imediato, mas construído através de visitas e diálogos constantes. Segundo o pai, o período de adaptação em 2011 foi fundamental para que a criança compreendesse que teria, finalmente, um lar definitivo e uma figura de referência presente.

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Desafios da adoção tardia

Especialistas em direito de família apontam que a adoção de crianças mais velhas, como ocorreu com José, enfrenta resistências no Brasil, onde a maioria dos pretendentes busca recém-nascidos. No caso da família Silva, o desafio foi lidar com as memórias prévias do jovem e estabelecer uma rotina de confiança. Ruyter relembra que a criação exigiu abdicação e uma postura resiliente, especialmente nos primeiros anos escolares e na transição para a adolescência, fases em que o suporte paterno foi o pilar central.

A construção diária do afeto

Para o jovem José Augusto, a chegada à nova casa representou uma mudança drástica de perspectiva. Ele destaca que a convivência com o pai ensinou valores de responsabilidade e empatia que moldaram seu caráter agora na fase adulta. O cotidiano em Presidente Prudente é marcado por uma parceria que vai além do registro civil, envolvendo o apoio em escolhas profissionais e o compartilhamento de momentos de lazer, provando que o sangue é apenas um detalhe diante do compromisso assumido por Ruyter.

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Contexto

Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) indicam que ainda há milhares de crianças e adolescentes à espera de uma família no Estado de São Paulo. O perfil de José Augusto, adotado aos 9 anos, entra na categoria de adoção tardia, que representa um dos maiores gargalos do sistema judiciário brasileiro. Campanhas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) buscam incentivar que novos pretendentes olhem para essa faixa etária com menos preconceito.

O que esperar

Com o filho agora na casa dos 20 anos, a relação entre os dois entra em uma nova fase de maturidade. A história de Ruyter e José serve de inspiração para outros homens que desejam seguir o caminho da paternidade solo, mostrando que o amor e a estrutura familiar não dependem de padrões tradicionais, mas sim da vontade política e afetiva de cuidar do próximo.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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