Aeroportos da Paraíba superam marca de 1 milhão de passageiros em 2024

Movimentação recorde nos terminais de João Pessoa e Campina Grande no primeiro semestre reflete expansão do turismo e novos investimentos na malha aérea estadual.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 19:043 min de leitura

Aeroportos da Paraíba superam marca de 1 milhão de passageiros em 2024
Resumo em 10 segundos

Crescimento histórico no fluxo de viajantes consolida o estado como um dos principais destinos turísticos e centros de conexões do Nordeste.

Os aeroportos da Paraíba registraram uma movimentação superior a 1 milhão de passageiros durante o primeiro semestre de 2024. O balanço consolidado aponta que o fluxo de embarques e desembarques nos terminais de João Pessoa e Campina Grande superou as expectativas do setor, apresentando um desempenho mais robusto do que o observado em janelas anteriores de monitoramento da malha aérea regional.

Expansão na capital e no interior

No Aeroporto Internacional Castro Pinto, localizado na região metropolitana de João Pessoa, os números coletados entre janeiro e junho mostram um crescimento contínuo. De acordo com os dados operacionais da Aena Brasil, empresa responsável pela administração dos terminais, a capital paraibana não apenas manteve sua atratividade, como conseguiu superar os índices de circulação registrados no mesmo período de 2023. Esse avanço é atribuído ao aumento da oferta de voos diretos vindos do Sudeste e do Centro-Oeste do país.

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Enquanto isso, o Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, também desempenhou um papel crucial para que o estado atingisse a marca milionária. O terminal do interior paraibano beneficiou-se diretamente da temporada de eventos culturais, com destaque para as festividades de junho, que atraem turistas de todas as regiões do Brasil. A modernização das instalações e a ampliação da capacidade de pátio permitiram que aeronaves de maior porte operassem com regularidade na Rainha da Borborema.

Impacto da infraestrutura e novos voos

O resultado positivo é reflexo direto de uma série de investimentos privados e parcerias estratégicas. Segundo a administração aeroportuária, a reforma estrutural dos terminais, que incluiu a expansão das salas de embarque e a modernização dos canais de inspeção, foi fundamental para suportar o volume de 1,02 milhão de usuários. A eficiência operacional reduziu o tempo de espera e melhorou a experiência dos passageiros, incentivando o retorno de viajantes corporativos e de lazer.

Além das melhorias físicas, a malha aérea paraibana recebeu novos trechos sazonais e regulares ao longo dos primeiros seis meses do ano. Companhias aéreas como Azul, Gol e Latam ampliaram suas frequências para atender à demanda crescente. O incremento de rotas ligando a Paraíba a hubs importantes, como Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, foi o principal motor para o alcance das metas estabelecidas no início do calendário anual.

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Contexto

O setor aéreo no Nordeste vem enfrentando desafios de custos operacionais, mas a Paraíba tem se destacado pela resiliência econômica. Historicamente, o estado dependia fortemente do turismo rodoviário de estados vizinhos, mas a mudança no perfil do consumo e a interiorização do desenvolvimento transformaram o modal aéreo em peça-chave. Em 2022, o estado já ensaiava uma recuperação total pós-pandemia, consolidando agora, em 2024, um novo patamar de conectividade internacional e doméstica.

O fortalecimento do Turismo de Eventos e do Turismo de Sol e Mar tem sido a base para que o governo estadual e as prefeituras locais busquem incentivos fiscais, como a redução da alíquota do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV). Essa política tributária agressiva tem sido um diferencial competitivo frente a outros estados da federação, atraindo mais aeronaves para o solo paraibano.

Próximos passos

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Para o segundo semestre de 2024, a expectativa é que o volume de passageiros continue em ritmo acelerado, impulsionado pelas férias de julho e pelas festas de fim de ano. Autoridades do setor de turismo preveem que o estado possa encerrar o ciclo anual com um novo recorde histórico, ultrapassando a barreira dos 2 milhões de viajantes. O foco agora se volta para a captação de novos voos internacionais e a consolidação de rotas regionais que conectem o interior do estado a outros destinos do Nordeste.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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