Ataque com soda cáustica deixa mulher gravemente ferida no Pará

Vítima sofreu queimaduras severas e perda parcial da visão após ser atacada pelo ex-companheiro em Tailândia. O suspeito do crime está foragido.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 20:413 min de leitura

Resumo em 10 segundos

Crime brutal motivado por violência doméstica choca o sudeste paraense e deixa vítima em estado crítico.

Uma mulher de 32 anos foi vítima de um ataque bárbaro com soda cáustica praticado pelo seu ex-companheiro na cidade de Tailândia, no interior do Pará. O crime, registrado nesta semana, resultou em ferimentos gravíssimos por todo o corpo da vítima, que agora luta contra sequelas permanentes em uma unidade de saúde da região. De acordo com a Polícia Civil, o agressor não aceitava o fim do relacionamento e planejou a emboscada para atingir a ex-mulher em um momento de vulnerabilidade.

Detalhes da agressão

O ataque ocorreu de forma repentina quando o suspeito abordou a vítima carregando um recipiente com a substância altamente corrosiva. Ao lançar o produto químico, o homem atingiu o rosto, o tórax e os braços da mulher, causando queimaduras de segundo e terceiro graus instantaneamente. Testemunhas relataram gritos de socorro e uma cena de desespero enquanto vizinhos tentavam prestar os primeiros socorros utilizando água para amenizar a dor da vítima antes da chegada do SAMU.

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Socorrida às pressas, a paciente foi encaminhada ao Hospital Geral de Tailândia (HGT), onde recebeu os cuidados intensivos iniciais. O corpo médico confirmou que a gravidade das lesões é extrema, com danos profundos nos tecidos da pele. Além das cicatrizes físicas, o diagnóstico preliminar aponta que a mulher sofreu a perda parcial da visão em ambos os olhos, uma das consequências mais severas da exposição direta da córnea à soda cáustica.

Investigação e busca pelo suspeito

A Delegacia de Polícia Civil de Tailândia instaurou um inquérito para apurar o caso, tratado inicialmente como tentativa de feminicídio qualificado. Agentes realizaram diligências em diversos endereços ligados ao agressor, mas ele conseguiu fugir logo após o crime e segue com paradeiro desconhecido. A autoridade policial já solicitou a prisão preventiva do indivíduo ao Poder Judiciário, reforçando que o ato foi premeditado e cruel.

Familiares da vítima prestaram depoimento e revelaram que já existia um histórico de ameaças constantes por parte do ex-companheiro. Apesar do medo, a mulher tentava reconstruir sua vida de forma independente, o que teria servido de gatilho para a fúria do agressor. A polícia agora conta com o auxílio de denúncias anônimas através do Disque 181 para localizar o homem, considerado de alta periculosidade devido à natureza do ataque.

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Contexto

O estado do Pará tem registrado índices preocupantes de violência contra a mulher, figurando frequentemente entre as unidades da federação com altos números de feminicídios. O uso de agentes químicos e substâncias corrosivas em ataques domésticos é uma modalidade de crime que visa, além da morte, a desfiguração e a tortura psicológica da vítima, dificultando sua reintegração social e autoestima.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SEGUP), medidas protetivas de urgência têm sido fundamentais, mas a fiscalização em municípios do interior ainda enfrenta desafios logísticos significativos. Casos como o de Tailândia acendem o alerta para a necessidade de canais de denúncia mais eficientes e uma resposta mais rápida do sistema judiciário antes que as ameaças se convertam em tragédias físicas.

Próximos passos

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A vítima permanece sob observação rigorosa e pode ser transferida para o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) em Belém, onde especialistas em reconstrução facial e oftalmologia poderão avaliar a possibilidade de cirurgias reparadoras. Enquanto isso, as forças de segurança do estado mantêm o cerco na região sudeste para capturar o autor do crime e garantir que ele responda judicialmente pela tentativa de homicídio e pelas lesões permanentes causadas.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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