Ataque por mar termina com execução em mansão de luxo em Mangaratiba

Criminosos encapuzados invadiram imóvel alugado via plataforma digital em Mangaratiba, executaram dois homens e fugiram em embarcação após roubarem celulares.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 19:073 min de leitura

Ataque por mar termina com execução em mansão de luxo em Mangaratiba
Resumo em 10 segundos

Invasão por via marítima e execução em imóvel de alto padrão chocam moradores e turistas no litoral fluminense.

Um ataque planejado e executado por via marítima resultou na morte de dois homens em uma mansão de luxo em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O crime ocorreu quando um grupo de aproximadamente dez homens encapuzados desembarcou de uma embarcação em um píer vizinho e invadiu a propriedade, que havia sido alugada por um valor diário de R$ 3,3 mil. As vítimas, que não tiveram as identidades reveladas oficialmente, seriam oriundas da comunidade Brisamar, localizada no município vizinho de Itaguaí.

Dinâmica da invasão marítima

De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, os criminosos utilizaram o mar como rota de aproximação para evitar as barreiras de segurança terrestres do condomínio. Após atracarem em uma estrutura náutica ao lado da residência, os executores invadiram o imóvel e renderam os ocupantes. Testemunhas relataram que a ação foi rápida e marcada pela violência, culminando nos disparos que vitimaram os dois alvos principais. Além das execuções, o bando recolheu 11 aparelhos celulares das pessoas que estavam no local antes de empreender fuga pelo canal.

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Investigação e propriedade do imóvel

A residência onde ocorreu o duplo homicídio pertence a um vereador da região, que disponibilizava o imóvel para locação de curta temporada em uma plataforma digital de hospedagem. Em nota, o parlamentar esclareceu que a gestão da casa é feita por terceiros e que não possui qualquer vínculo com os locatários que ocupavam o espaço no momento do crime. A Polícia Civil realizou perícia técnica no local em busca de impressões digitais e vestígios que possam identificar a rota de fuga utilizada pelos assassinos no litoral fluminense.

Motivação sob análise

A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios aponta para um possível acerto de contas ou disputa territorial entre grupos criminosos que atuam na região de Itaguaí e arredores. O fato de os agressores terem levado apenas os celulares sugere uma tentativa de eliminar provas de comunicação ou obter informações sobre rivais. Agentes do Batalhão de Choque e da Capitania dos Portos foram acionados para auxiliar nas buscas por embarcações suspeitas que circularam pela baía de Ilha Grande durante a madrugada do ocorrido.

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Contexto

A cidade de Mangaratiba tem registrado um aumento na vigilância devido à presença frequente de figuras ligadas ao crime organizado que buscam refúgio em casas de veraneio. O uso de lanchas e motos aquáticas para o transporte de ilícitos e a prática de ataques pontuais tornou-se uma preocupação crescente para as autoridades de segurança do Estado do Rio de Janeiro, que tentam monitorar a vasta malha náutica da região.

Este episódio reflete a vulnerabilidade de condomínios que, apesar da segurança privada, possuem frentes voltadas para o mar sem o monitoramento adequado. No último ano, o setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública identificou que o deslocamento entre Itaguaí e Angra dos Reis tem sido utilizado como corredor estratégico por facções que buscam expandir sua influência para além das comunidades urbanas.

Próximos passos

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As autoridades agora aguardam a quebra de sigilo dos dados telemáticos, caso algum sinal dos aparelhos roubados seja detectado, e analisam imagens de câmeras de segurança de mansões vizinhas. O depoimento dos sobreviventes que estavam na casa será crucial para entender se houve algum tipo de discussão prévia ou se os criminosos já chegaram ao local com alvos pré-determinados. O policiamento na orla de Mangaratiba foi reforçado por tempo indeterminado.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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