Bebê dado como morto se mexe em saco funerário e choca agentes em Rio Claro

Agente funerária relata que recém-nascido apresentava sinais vitais após óbito ser atestado pela Santa Casa de Rio Claro. Hospital nega falha em protocolos.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 02:003 min de leitura

Bebê dado como morto se mexe em saco funerário e choca agentes em Rio Claro
Resumo em 10 segundos

Funcionários de funerária relatam que recém-nascido apresentava movimentos e sons após duas horas da constatação oficial do óbito.

Um caso estarrecedor mobiliza as autoridades de Rio Claro, no interior de São Paulo, após o bebê Noah Gabriel da Cruz Santos ser encontrado com sinais de vida dentro de um saco plástico mortuário. O incidente ocorreu na Santa Casa de Rio Claro, cerca de duas horas depois de a equipe médica da unidade de saúde ter assinado o atestado de óbito da criança, gerando uma série de questionamentos sobre os procedimentos de verificação de sinais vitais no hospital.

O relato da agente funerária

A descoberta aconteceu no momento em que profissionais de uma empresa funerária local preparavam o corpo para o translado. De acordo com o depoimento de uma agente funerária, ao manusear o invólucro plástico, foi possível notar que o bebê estava se mexendo. A profissional relatou que a criança fazia um barulho, semelhante a um suspiro ou gemido, o que causou choque imediato em todos os presentes no necrotério da unidade.

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Diante da situação desesperadora, a equipe da funerária acionou imediatamente os médicos de plantão para que o recém-nascido recebesse atendimento de urgência. O episódio gerou tumulto no hospital e a família de Noah Gabriel foi informada sobre a possibilidade de o óbito ter sido declarado de forma prematura. O caso foi registrado e deve passar por uma perícia técnica detalhada para entender o que de fato ocorreu durante o período em que o bebê esteve sob custódia do serviço de verificação de óbitos.

Posicionamento da unidade de saúde

Em nota oficial, a Santa Casa de Rio Claro informou que todos os protocolos médicos internacionais para a constatação de morte foram rigorosamente seguidos. A administração do hospital sustenta que não houve falha por parte da equipe assistencial e que os exames realizados no momento do atendimento inicial não indicavam qualquer atividade cardíaca ou respiratória no paciente. A instituição afirmou ainda que está colaborando com as investigações e fornecendo os prontuários necessários.

Apesar da negativa de erro por parte da diretoria clínica, a disparidade entre o diagnóstico médico e a percepção dos agentes funerários levanta dúvidas sobre a eficácia dos métodos de monitoramento em casos neonatais. A Polícia Civil deve instaurar um inquérito para apurar se houve negligência, imperícia ou se o fenômeno pode ser explicado por alguma condição biológica rara, como a Síndrome de Lázaro, onde a circulação retorna espontaneamente após tentativas de ressuscitação.

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Contexto

Casos de suposta reanimação pós-óbito em ambientes hospitalares são extremamente raros, mas costumam gerar grandes debates jurídicos e éticos no Brasil. No estado de São Paulo, o Conselho Regional de Medicina (CREMESP) estabelece diretrizes rígidas para a confirmação de mortes, exigindo a ausência total de reflexos e batimentos por um período determinado de observação antes da liberação do corpo para o serviço de luto.

Este incidente em Rio Claro ocorre em um momento de pressão sobre o sistema de saúde local, onde a precisão diagnóstica em unidades de terapia intensiva neonatal é fundamental para a confiança da população. A família do pequeno Noah Gabriel agora busca respostas definitivas sobre o estado de saúde da criança e o tempo em que ela permaneceu sem assistência médica adequada dentro do necrotério.

Próximos passos

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O prontuário médico será submetido a uma auditoria independente, enquanto os envolvidos diretos na remoção do corpo devem prestar depoimento nos próximos dias. A Secretaria Municipal de Saúde monitora o caso, e o resultado do exame necroscópico será determinante para confirmar se o bebê estava de fato vivo no momento em que foi colocado no saco funerário ou se o que foi presenciado foram reflexos musculares involuntários pós-morte.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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