Belém inicia retirada de peixes da Praça Batista Campos para conter garças

Ação da Prefeitura de Belém visa reduzir a superpopulação de aves e mitigar problemas sanitários na Praça Batista Campos. Medida foca no controle da oferta de alimento.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 19:193 min de leitura

Belém inicia retirada de peixes da Praça Batista Campos para conter garças
Resumo em 10 segundos

Medida emergencial busca controlar a superpopulação de aves e reduzir os impactos sanitários e ambientais no tradicional cartão-postal da capital paraense.

A Prefeitura de Belém iniciou, nesta quinta-feira (6), uma operação para a retirada estratégica de peixes dos lagos da Praça Batista Campos. A intervenção é a principal aposta das autoridades municipais para desestimular a concentração excessiva de garças no local, que tem sido alvo de constantes reclamações devido ao acúmulo de dejetos e riscos à saúde pública.

Estratégia de manejo ambiental

A decisão de esvaziar a fauna aquática dos lagos artificiais ocorre após uma série de vistorias técnicas realizadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). Segundo o órgão, a abundância de alimento fácil atrai centenas de aves, resultando em uma densidade populacional acima da capacidade de suporte do ecossistema da praça. A retirada dos peixes deve forçar a migração natural dessas aves para áreas de proteção ambiental e orlas, onde o ciclo biológico ocorre sem interferência urbana direta.

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Os técnicos envolvidos na ação explicaram que a presença massiva das garças gerou um ciclo de degradação. O excesso de fezes não apenas causa um mau cheiro insuportável em pontos específicos do logradouro, como também altera o pH da água e corrói monumentos históricos. Além disso, moradores e frequentadores denunciaram nas últimas semanas a morte frequente de aves, o que acendeu um alerta para possíveis surtos de doenças aviárias ou contaminação por saturação de resíduos orgânicos.

Impactos na saúde e infraestrutura

Equipes de limpeza urbana reforçaram a lavagem dos calçadões e coretos da Batista Campos, mas a medida era considerada paliativa diante do volume diário de excrementos. Com a remoção dos peixes, a Administração Municipal espera que o fluxo de aves diminua drasticamente em até 15 dias. Os espécimes retirados dos lagos estão sendo catalogados e destinados a outros reservatórios controlados ou projetos de repovoamento sob supervisão biológica.

Contexto

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A Praça Batista Campos, inaugurada em seu formato atual no início do século XX, é um dos patrimônios mais importantes de Belém. Nos últimos anos, o desequilíbrio ambiental urbano transformou o local em um dormitório gigante para aves migratórias e residentes. Dados da Vigilância Sanitária indicam que a alta concentração de dejetos em áreas de grande circulação humana representa um risco para a transmissão de fungos e bactérias, exigindo intervenções que vão além da manutenção estética.

Próximos passos

Após a conclusão da retirada dos peixes, a Semma manterá um cronograma de monitoramento para avaliar o comportamento das garças e a qualidade da água dos lagos. Não há previsão para a reintrodução de peixes ornamentais nos reservatórios antes que a situação sanitária esteja completamente estabilizada e os índices de poluição orgânica apresentem queda significativa.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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