Belém sedia fórum estratégico sobre importação e expansão comercial com a China
Evento no Hangar Convenções discute logística, tributação e novas parcerias para fortalecer o comércio entre o Brasil e o mercado chinês em julho.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 17:463 min de leitura

Capital paraense se torna o centro das discussões sobre comércio exterior com foco em logística e tributação internacional.
A cidade de Belém recebe, nos dias 22 e 23 de julho, um encontro estratégico voltado para o mercado internacional e as relações comerciais com a China. O evento, sediado no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, reúne especialistas, empresários e autoridades para debater os novos rumos das importações e as oportunidades de negócios que podem impulsionar a economia da região norte e do Brasil.
Logística e infraestrutura portuária
Um dos pilares do encontro é a análise da malha logística necessária para sustentar o fluxo de mercadorias entre o território brasileiro e o gigante asiático. Especialistas do setor discutem como a otimização dos portos e o uso de novas rotas podem reduzir o Custo Brasil, tornando os produtos importados mais competitivos. A participação de profissionais de comércio exterior destaca a importância de Belém como um ponto estratégico para a distribuição de insumos que chegam via oceano, aproveitando a proximidade geográfica com mercados globais.
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Desafios da tributação internacional
No campo jurídico e contábil, o fórum dedica painéis exclusivos para tratar da complexa carga tributária que incide sobre as operações com a China. De acordo com especialistas em Direito Aduaneiro, entender as recentes mudanças na legislação brasileira é fundamental para evitar sanções e garantir a saúde financeira das empresas importadoras. O debate abrange desde o Imposto de Importação até as taxas de desembaraço, oferecendo aos participantes uma visão técnica sobre como navegar na burocracia federal com maior eficiência e segurança jurídica.
Fortalecimento das parcerias bilaterais
O encontro também funciona como uma plataforma de networking, conectando investidores locais a players que já dominam o mercado asiático. Segundo os organizadores, o objetivo é desmistificar o processo de compra direta e incentivar a criação de joint ventures que beneficiem ambos os países. Durante os dois dias de programação, serão apresentados casos de sucesso de empresas que conseguiram escalar suas operações através de parcerias sólidas com fornecedores em Pequim e Xangai, reforçando o papel da China como o principal parceiro comercial do Brasil na atualidade.
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Contexto
A relação comercial entre Brasil e China atingiu patamares históricos nos últimos anos, com o país asiático consolidando sua posição como destino de exportações e origem de tecnologia e bens de consumo. No Pará, essa dinâmica ganha contornos especiais devido à exportação de commodities, mas o evento em Belém sinaliza um movimento inverso de fortalecimento das importações para diversificar a indústria local. O mercado global exige, cada vez mais, que as cidades da Amazônia estejam integradas aos fluxos financeiros e logísticos modernos.
O que esperar
A expectativa é que as discussões geradas no Hangar Convenções resultem em novas diretrizes para o setor produtivo paraense, facilitando o acesso a tecnologias chinesas e insumos industriais. Após o encerramento do fórum, espera-se a publicação de um relatório com as principais demandas do setor para serem apresentadas a órgãos como a Receita Federal e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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