Belo Horizonte quebra recorde histórico de calor no inverno com 33,4°C

Termômetros em Belo Horizonte atingem marca inédita para a estação e Defesa Civil mantém alerta de risco à saúde devido à baixa umidade do ar na capital.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 16:363 min de leitura

Belo Horizonte quebra recorde histórico de calor no inverno com 33,4°C
Resumo em 10 segundos

Capital mineira atinge temperatura máxima histórica para o período e autoridades reforçam cuidados com a saúde da população.

A cidade de Belo Horizonte registrou, neste sábado (8), a maior temperatura do atual inverno, alcançando a marca de 33,4°C. O índice foi aferido pela estação meteorológica da Defesa Civil localizada na região de Venda Nova, consolidando um cenário de calor atípico que atinge a região metropolitana e coloca os órgãos de segurança em estado de monitoramento constante.

Recorde de temperatura e medições

O calor intenso sentido pelos belo-horizontinos superou todas as medições anteriores realizadas desde o início da estação, em junho. De acordo com os dados técnicos do órgão municipal, a medição na região de Venda Nova reflete um sistema de alta pressão que impede a chegada de frentes frias, mantendo o céu claro e a radiação solar direta. Além do recorde de temperatura, a capital mineira enfrenta uma ausência prolongada de chuvas, o que potencializa a sensação térmica de desconforto em áreas urbanas densamente povoadas.

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Alerta de baixa umidade do ar

Somado ao calor extremo, a Defesa Civil de Belo Horizonte emitiu um comunicado urgente sobre os níveis críticos de umidade relativa do ar. A previsão é que os índices caiam para a casa dos 15% nos horários de pico, nível considerado de estado de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para efeitos de comparação, o índice ideal para o organismo humano deve girar em torno de 60%. A combinação de ar seco e temperaturas acima dos 33°C aumenta drasticamente o risco de doenças respiratórias e desidratação severa.

Orientações das autoridades de saúde

Diante do quadro climático severo, especialistas recomendam que os moradores de Belo Horizonte evitem a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação ultravioleta atinge seus níveis mais perigosos. A Prefeitura reforça a necessidade de hidratação constante, ingestão de frutas e o uso de umidificadores ou recipientes com água em ambientes fechados. Grupos vulneráveis, como crianças e idosos, devem receber atenção redobrada, uma vez que a baixa umidade pode agravar quadros de asma, rinite e outras complicações pulmonares.

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Contexto

O fenômeno observado em Minas Gerais faz parte de uma massa de ar seco e quente que se instalou sobre a região central do Brasil. Historicamente, o mês de setembro costuma marcar a transição para o período chuvoso, mas o bloqueio atmosférico atual tem mantido as temperaturas médias bem acima da normalidade climatológica. Em anos anteriores, a média para esta época do ano em Belo Horizonte raramente ultrapassava os 28°C, evidenciando a excepcionalidade do evento registrado neste sábado.

O que esperar

O monitoramento meteorológico indica que o bloqueio atmosférico não deve ceder de imediato. O alerta de altas temperaturas e baixa umidade em Belo Horizonte segue vigente, pelo menos, até a próxima segunda-feira. As autoridades ambientais também alertam para o risco elevado de queimadas em áreas de preservação e terrenos baldios, solicitando que a população denuncie focos de incêndio imediatamente ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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