BMW aguarda conserto há mais de um ano e gera disputa judicial no Tocantins
Proprietário pagou R$ 26 mil pelo reparo do motor, mas veículo segue parado em oficina. Justiça do Tocantins já emitiu duas ordens para entrega do carro.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 17:283 min de leitura

Proprietário de veículo de luxo aciona o Judiciário após desembolsar valor expressivo e não ter o automóvel devolvido por oficina mecânica.
O jovem Kelvin Lucas vive um impasse que já dura mais de doze meses em busca da recuperação de seu veículo, uma BMW. Após levar o carro para um reparo no motor no início de 2024, o proprietário efetuou o pagamento de R$ 26 mil pelo serviço, mas, até o momento, o automóvel não foi entregue em condições de uso. O caso, que ocorre no estado do Tocantins, escalou para a esfera jurídica devido à ausência de solução por parte do estabelecimento responsável.
Impasse mecânico e financeiro
O transtorno começou quando o veículo apresentou falhas mecânicas e foi encaminhado para uma oficina especializada. Segundo os autos do processo, Kelvin Lucas honrou com os custos elevados do conserto, acreditando na agilidade do serviço. No entanto, o que deveria ser uma manutenção de rotina para um carro de alto padrão transformou-se em uma espera interminável. O proprietário alega que, mesmo com o investimento de R$ 26 mil, o motor não foi devidamente recuperado e o veículo permanece retido na oficina sem previsão real de saída.
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Decisões judiciais descumpridas
Diante da falta de respostas concretas, a defesa do consumidor buscou o amparo do Poder Judiciário do Tocantins. Até o momento, a Justiça já expediu duas ordens judiciais determinando que a oficina realize o conserto imediato e promova a entrega do bem ao seu dono. As determinações visam garantir o direito de propriedade e o cumprimento do contrato de prestação de serviços, mas as notificações anteriores não foram suficientes para que o estabelecimento finalizasse o trabalho na BMW.
Direitos do consumidor em foco
Especialistas em direito do consumidor afirmam que atrasos excessivos na entrega de veículos, especialmente quando há pagamento antecipado ou de valores vultosos, configuram falha grave na prestação de serviço. No caso de Kelvin Lucas, a permanência do carro por mais de um ano em posse da oficina pode gerar, além da obrigação de fazer, indenizações por danos morais e materiais. O Código de Defesa do Consumidor prevê que o fornecedor deve responder pela eficiência e pontualidade do que foi acordado.
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Contexto
O mercado de manutenção de veículos de luxo no Brasil enfrenta desafios logísticos, como a importação de peças específicas, mas o prazo de um ano é considerado totalmente fora dos padrões aceitáveis pela jurisprudência brasileira. Casos similares no Tocantins têm levado magistrados a aplicarem multas diárias, conhecidas como astreintes, para forçar o cumprimento de decisões em favor dos proprietários prejudicados.
Próximos passos
A expectativa agora recai sobre o cumprimento da última ordem judicial emitida. Caso a oficina persista em manter o veículo sem o devido reparo, novas medidas coercitivas podem ser aplicadas, incluindo o aumento de multas ou até a busca e apreensão do automóvel para que seja consertado em outro local às custas da empresa ré. O proprietário aguarda a resolução definitiva para reaver seu patrimônio de alto valor de mercado.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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