Bruno Pivetti detalha bastidores do Flamengo e exalta joia Lorran
Em entrevista exclusiva, o treinador Bruno Pivetti revela detalhes sobre a gestão da base rubro-negra e analisa o potencial de Lorran e Matheus Gonçalves.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 17:564 min de leitura

Ex-comandante do sub-20 revela desafios operacionais no Ninho do Urubu e projeta futuro brilhante para as principais promessas do clube.
O técnico Bruno Pivetti, que recentemente liderou a categoria sub-20 do Flamengo, abriu o jogo sobre o período em que esteve à frente das divisões de base do clube carioca. Em um relato detalhado sobre sua passagem pelo Ninho do Urubu, o treinador destacou a complexidade de gerir talentos em um ambiente de alta pressão, especialmente durante a transição de jovens para o elenco profissional em meio ao calendário apertado do Campeonato Carioca.
O desafio logístico no estadual
De acordo com o treinador, um dos momentos mais críticos de sua trajetória foi o planejamento para o início da temporada estadual. Bruno Pivetti relatou que a equipe de base precisou assumir responsabilidades precoces devido ao descanso do elenco principal, mas o fluxo de comunicação interna apresentou obstáculos. O técnico afirmou que, em certos momentos, a comissão técnica não tinha informações completas sobre a disponibilidade de atletas que transitavam entre as categorias, o que dificultava a montagem de estratégias táticas para os jogos oficiais de janeiro.
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Mesmo com o cenário de incertezas, o profissional ressaltou que a prioridade era manter a competitividade do Flamengo. Ele explicou que o processo de integração entre a base e o profissional exige uma sincronia fina que, nem sempre, é possível alcançar diante da urgência de resultados. O comandante enfatizou que o trabalho de campo foi adaptado constantemente para suprir as lacunas de planejamento, garantindo que os jovens não fossem expostos negativamente em campo contra adversários mais experientes no Cariocão.
A ascensão de Lorran e Matheus Gonçalves
Ao analisar individualmente as peças do elenco, Bruno Pivetti não poupou elogios ao meia-atacante Lorran. O treinador classificou o jovem de 17 anos como um jogador genial, destacando sua capacidade técnica diferenciada e visão de jogo acima da média para a idade. Segundo o técnico, embora o atleta tenha enfrentado oscilações naturais de maturação, seu teto de desenvolvimento é um dos maiores vistos recentemente na Gávea, sendo um ativo de valor inestimável para o futuro do futebol brasileiro.
Além da joia principal, outros nomes foram citados como pilares daquela geração. O meia Matheus Gonçalves e o goleiro Nannetti também receberam avaliações positivas do ex-comandante. Para o técnico, a qualidade técnica desses jogadores é o que sustenta a hegemonia rubro-negra nas categorias de formação. Ele pontuou que Matheus Gonçalves possui uma personalidade rara, enquanto o arqueiro demonstra uma segurança que o credencia a buscar espaço no time de cima em curto prazo.
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Contexto
O Flamengo tem investido pesado em seu centro de excelência nos últimos anos, gerando vendas que ultrapassam a marca de 100 milhões de euros em negociações para o exterior. A passagem de Bruno Pivetti ocorreu em um momento de reformulação metodológica, onde o clube buscava unificar o estilo de jogo desde o sub-15 até o profissional. O sucesso dessa integração é medido pela rapidez com que nomes como Vinícius Júnior e Lucas Paquetá se adaptaram ao futebol europeu após saírem do Rio de Janeiro.
A instabilidade mencionada pelo técnico reflete o desafio constante dos grandes clubes brasileiros em equilibrar a necessidade de revelar talentos com a obrigação de vencer títulos imediatos. O uso do sub-20 no início do Campeonato Carioca tornou-se uma prática comum para preservar os titulares, mas, como revelado por Pivetti, essa estratégia impõe uma carga de estresse organizacional que atinge diretamente os profissionais da comissão técnica e os jovens em formação.
O que esperar
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Com as revelações de bastidores, a expectativa agora gira em torno da utilização de Lorran sob o comando da equipe principal de forma mais consistente. O depoimento de Bruno Pivetti reforça a tese de que o monitoramento individualizado é a chave para que o Flamengo não perca o timing de lançamento de seus principais ativos. Para o treinador, o caminho para o sucesso desses jovens está na paciência institucional e na clareza de diretrizes entre o departamento de futebol e a base.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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