Cachoeira da Marta em Botucatu recebe novo programa de preservação
Parceria estratégica entre a Bracell e a prefeitura local visa proteger a biodiversidade da Cuesta e garantir a sustentabilidade do turismo ecológico.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 14:163 min de leitura

Iniciativa ambiental entre iniciativa privada e poder público foca na regeneração da fauna e flora na região da Cuesta.
A Cachoeira da Marta, um dos principais cartões-postais de Botucatu, no interior de São Paulo, passará por um rigoroso processo de monitoramento e conservação ambiental. O anúncio foi formalizado através de uma parceria entre a empresa Bracell e a Prefeitura Municipal, estabelecendo diretrizes para a proteção das áreas naturais que compõem o ecossistema local. O projeto busca equilibrar a visitação turística com a manutenção da integridade biológica da região.
Detalhes da cooperação ambiental
O acordo prevê que a Bracell, gigante do setor de celulose, aplique sua expertise em manejo florestal para auxiliar na gestão da unidade de conservação. As ações incluem o levantamento detalhado da biodiversidade remanescente e o combate a espécies invasoras que ameaçam a vegetação nativa da Cuesta de Botucatu. Segundo a Secretaria Municipal do Verde, o suporte técnico permitirá que o município implemente melhorias estruturais sem comprometer os recursos hídricos que alimentam a queda d'água de aproximadamente 30 metros de altura.
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Além da proteção direta da flora, o programa contempla o monitoramento da fauna silvestre, identificando corredores ecológicos que conectam o parque a outras áreas de mata preservada. A Prefeitura de Botucatu destacou que o investimento privado em consultoria e tecnologia ambiental é um passo fundamental para transformar o local em um modelo de ecoturismo sustentável para todo o estado de São Paulo. A expectativa é que novos equipamentos de segurança e sinalização sejam instalados até o final de 2024.
Impacto para o turismo e comunidade
Para os moradores e visitantes, a nova fase da Cachoeira da Marta representa uma garantia de que o patrimônio natural será mantido para as futuras gerações. O plano de manejo atualizado estabelece limites de capacidade de carga para evitar a degradação do solo e a poluição das trilhas. De acordo com a administração municipal, o foco é oferecer uma experiência de imersão na natureza que eduque o cidadão sobre a importância da preservação ambiental, gerando emprego e renda através do turismo consciente na região da Serra de Botucatu.
O envolvimento da Bracell faz parte de uma política de responsabilidade socioambiental que visa mitigar impactos e promover o desenvolvimento regional. A empresa disponibilizará equipes técnicas para realizar vistorias periódicas e apoiar a prefeitura em situações de risco, como o controle de queimadas durante o período de estiagem, que costuma afetar severamente o interior paulista entre os meses de julho e setembro.
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Contexto
A Cachoeira da Marta está inserida em uma zona de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica, o que confere ao local uma riqueza biológica singular. No passado, a área sofreu com o descarte irregular de resíduos e a falta de infraestrutura, o que levou ao seu fechamento temporário para reformas e adequações ambientais. A revitalização completa do parque, concluída recentemente, foi o primeiro passo para que agora parcerias de longo prazo pudessem ser firmadas com o setor produtivo.
A região da Cuesta é caracterizada por seu relevo de cuestas basálticas, que cria paisagens de escarpas e vales profundos. Essa formação geológica atrai pesquisadores e entusiastas do esporte de aventura de todo o Brasil, tornando a conservação dessas áreas uma prioridade estratégica para o desenvolvimento econômico sustentável do polo turístico do Polo Cuesta, que engloba diversos municípios vizinhos.
Próximos passos
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Nas próximas semanas, as equipes técnicas da prefeitura e da empresa privada devem iniciar o cronograma de atividades em campo, com a instalação de novos pontos de observação e coleta de dados. O monitoramento será constante, e relatórios trimestrais serão apresentados ao Conselho Municipal de Meio Ambiente para garantir a transparência das ações. A meta é que, em dois anos, a Cachoeira da Marta atinja um nível de regeneração que permita a reintrodução de espécies vegetais nativas que haviam desaparecido daquela zona específica.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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