Cacique Cobra Coral: a entidade mística que atua no clima do Rio
Conheça a história e o funcionamento da Fundação Cacique Cobra Coral, instituição que mantém parceria com a Prefeitura do Rio para intervir em fenômenos climáticos.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 00:003 min de leitura

Instituição sem fins lucrativos afirma utilizar mediação espiritual para desviar temporais e minimizar impactos das chuvas na capital fluminense.
A Prefeitura do Rio de Janeiro mantém uma parceria singular e duradoura com a Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), uma organização que se propõe a intervir em fenômenos climáticos por meio de métodos espirituais. A entidade, liderada pela médium Adelaide Scritori, afirma receber orientações de uma entidade mística para manipular correntes de ar e precipitações, visando proteger a cidade do Rio de desastres naturais causados por excesso ou falta de chuva.
A atuação da fundação e a parceria pública
O trabalho da fundação é baseado na crença de que a entidade espiritual, que teria sido Abraham Lincoln e Galileu Galilei em vidas passadas, pode controlar o tempo. Segundo os registros da instituição, a médium Adelaide Scritori atua como uma ponte para essas intervenções. A parceria com o poder público carioca não é recente e já atravessou diferentes gestões municipais, sendo frequentemente renovada pelo Centro de Operações Rio (COR), órgão responsável pelo monitoramento cotidiano da capital.
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Um ponto fundamental que as autoridades destacam é que o convênio entre o município e a FCCC não envolve qualquer tipo de repasse financeiro. O acordo é firmado em caráter de cooperação, sem ônus para os cofres públicos. De acordo com a prefeitura, a consultoria oferecida pela entidade serve como um complemento às previsões técnicas, embora as decisões de segurança pública e defesa civil sejam rigorosamente baseadas em dados científicos e modelos meteorológicos de alta precisão.
O perfil de Adelaide Scritori e o alcance da entidade
Adelaide Scritori é a figura central e porta-voz da fundação, tendo construído uma reputação que ultrapassa as fronteiras do Brasil. A médium já foi consultada por diversos governos estrangeiros e empresas multinacionais que buscam evitar que eventos climáticos extremos prejudiquem grandes operações ou celebrações. No Rio de Janeiro, a presença da fundação é mais notada durante o Réveillon e o Carnaval, períodos em que a estabilidade do tempo é crucial para a economia e a segurança da metrópole.
A fundação defende que sua missão é equilibrar a natureza e minimizar o sofrimento humano diante da força dos elementos. A sede da instituição, localizada em Guarulhos, no estado de São Paulo, serve como base para o monitoramento global que a equipe afirma realizar. Apesar do ceticismo de parte da comunidade científica, a persistência do vínculo com a administração municipal demonstra a influência política e cultural que a entidade exerce há décadas.
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Contexto
A relação entre a Fundação Cacique Cobra Coral e a cidade do Rio de Janeiro teve início oficial na década de 1980. Desde então, a entidade tornou-se uma figura onipresente nos bastidores do planejamento de grandes eventos na cidade. O reconhecimento oficial por meio de protocolos de cooperação visa, segundo defensores da medida, garantir que todas as frentes — técnicas ou simbólicas — sejam cobertas para evitar tragédias climáticas.
Historicamente, o Rio de Janeiro sofre com a topografia acidentada que favorece deslizamentos em períodos de fortes chuvas de verão. A atuação da FCCC insere-se em um cenário onde a cultura brasileira e a religiosidade muitas vezes se entrelaçam com a gestão pública, gerando debates sobre a laicidade do Estado e a eficácia de métodos não científicos no gerenciamento de crises.
O que esperar
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Para os próximos meses, a expectativa é que a Fundação Cacique Cobra Coral continue acompanhando os alertas emitidos pelo Alerta Rio. Com a chegada das frentes frias e a possibilidade de fenômenos como o El Niño ou La Niña, a atuação da médium Adelaide Scritori seguirá sob os holofotes, sendo vista por uns como um apoio espiritual relevante e por outros como uma curiosidade folclórica da gestão pública carioca.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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