Câmeras flagram sargento carregando corpo de capitã da PM em BH

Imagens de segurança mostram Eduardo Abner transportando a esposa, Michele Leão, até garagem de prédio antes de levá-la a hospital em Belo Horizonte.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 11:013 min de leitura

Câmeras flagram sargento carregando corpo de capitã da PM em BH
Resumo em 10 segundos

Vídeo de câmeras de segurança registra momento em que militar retira esposa desacordada de apartamento antes de morte ser confirmada.

Imagens de segurança de um condomínio residencial em Belo Horizonte revelaram cenas perturbadoras envolvendo o sargento Eduardo Abner, preso sob suspeita de envolvimento na morte de sua esposa, a capitã da Polícia Militar Michele Leão. O caso, que chocou a capital mineira nesta semana, ganhou novos contornos após o registro mostrar o oficial carregando o corpo da vítima, aparentemente sem vida, do elevador até a garagem do edifício antes de seguir para uma unidade de saúde.

O flagrante das câmeras de monitoramento

O material obtido pela Polícia Civil detalha a cronologia dos fatos dentro do prédio. Nas imagens, o sargento Eduardo Abner aparece saindo do elevador carregando a capitã Michele Leão nos braços. O comportamento do militar, que não solicitou apoio imediato de socorristas no local, é um dos pontos centrais da investigação. Ele colocou a esposa no banco traseiro de um veículo particular e dirigiu-se ao Hospital Militar, onde o óbito foi formalmente constatado pela equipe médica de plantão.

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A versão da defesa e a investigação policial

A Polícia Militar de Minas Gerais confirmou a prisão do sargento logo após o episódio. Em depoimentos preliminares, a defesa do suspeito alega que ele tentou prestar socorro após encontrar a esposa em situação de emergência médica dentro do apartamento do casal. No entanto, a perícia técnica busca identificar se houve sinais de violência prévia ou se a cena do crime foi alterada antes da chegada das autoridades. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) será determinante para apontar a causa exata da morte da oficial.

O impacto na corporação e medidas judiciais

A morte da capitã Michele Leão gerou profunda consternação entre os quadros da PMMG, onde ela era reconhecida por sua atuação dedicada. O sargento permanece custodiado em uma unidade prisional militar à disposição da Justiça Militar e da Delegacia Especializada de Homicídios. Investigadores agora analisam o histórico do casal para verificar se havia registros anteriores de violência doméstica ou conflitos que pudessem motivar um possível feminicídio, hipótese que não foi descartada pelos delegados responsáveis pelo caso.

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Contexto

Ocorrências envolvendo violência doméstica entre membros das forças de segurança têm sido monitoradas com rigor em Minas Gerais. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública indicam que protocolos de saúde mental e mediação de conflitos foram intensificados nos últimos anos, mas casos fatais envolvendo oficiais de alta patente, como uma capitã, ainda provocam debates sobre a estrutura de proteção interna para mulheres na polícia.

Próximos passos

Nos próximos dias, a Polícia Civil deve concluir a análise das imagens de todas as câmeras do trajeto feito pelo sargento. O depoimento de vizinhos e familiares da vítima também está agendado para compor o inquérito policial. A expectativa é que o Ministério Público receba o relatório final em até 30 dias, definindo se o sargento responderá por homicídio qualificado ou se as provas corroboram com a tese de socorro tardio.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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