Carga de camarão avaliada em R$ 780 mil é apreendida em Santa Catarina
Fiscalização conjunta da PMRv e Receita Federal intercepta caminhão com 313 caixas de camarão argentino escondidas sob casca de arroz em Indaial.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 13:173 min de leitura

Operação conjunta intercepta carregamento ilegal de crustáceos oriundos da fronteira argentina escondidos sob carga vegetal.
Um motorista foi preso em flagrante no último sábado (8), na cidade de Indaial, no Vale do Itajaí, transportando uma carga milionária de camarão contrabandeado. A ação, coordenada pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) em conjunto com a Receita Federal, resultou na apreensão de 313 caixas do alimento. O produto, que não possuía a documentação fiscal e sanitária exigida, estava oculto em um compartimento de carga sob uma espessa camada de casca de arroz, estratégia utilizada para tentar burlar a fiscalização nas rodovias catarinenses.
Detalhes da abordagem e apreensão
A interceptação ocorreu durante uma fiscalização de rotina voltada ao combate de crimes transfronteiriços. Ao abordarem o veículo de carga, os agentes notaram inconsistências no relato do condutor e decidiram realizar uma vistoria minuciosa no compartimento traseiro. De acordo com a PMRv, o caminhão havia partido da região de fronteira com a Argentina e tinha como destino centros comerciais da região sul do Brasil. A carga ilícita foi avaliada preliminarmente em R$ 780 mil, representando um duro golpe financeiro nas redes de distribuição de produtos sem procedência.
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O esquema de ocultação
Para tentar enganar os cães farejadores e a inspeção visual rápida, os contrabandistas utilizaram toneladas de casca de arroz para cobrir o carregamento de crustáceos. A técnica visava não apenas esconder as caixas, mas também isolar parte do odor característico do produto perecível. No entanto, a temperatura inadequada de transporte e a falta de refrigeração compatível com a carga de camarão chamaram a atenção das autoridades. Após a remoção de parte da cobertura vegetal, as centenas de caixas com inscrições em espanhol foram localizadas, confirmando a origem estrangeira do produto.
Procedimentos legais e riscos à saúde
O motorista, que não teve a identidade revelada, recebeu voz de prisão imediata e foi encaminhado para a delegacia da Polícia Federal. Ele poderá responder pelo crime de descaminho ou contrabando, além de infrações sanitárias graves. Segundo a Receita Federal, a entrada desse tipo de alimento sem o crivo do Ministério da Agricultura representa um risco elevado à saúde pública, uma vez que não há garantias sobre a qualidade, o armazenamento ou a data de validade dos crustáceos, que podem causar intoxicações severas se consumidos.
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Contexto
A região de Santa Catarina é um dos principais corredores logísticos para a entrada de produtos argentinos no mercado brasileiro. O estado tem intensificado as operações de vigilância nas rodovias federais e estaduais para coibir o fluxo de mercadorias ilegais que prejudicam a economia formal e a arrecadação tributária. Somente neste ano, as apreensões de alimentos de origem animal na fronteira sul apresentaram um crescimento significativo, impulsionadas pela alta demanda e pela diferença cambial que favorece a compra ilegal em países vizinhos.
O que esperar
As investigações agora devem se concentrar em identificar os receptores finais da mercadoria em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O material apreendido será destruído sob supervisão dos órgãos sanitários, seguindo o protocolo padrão para alimentos perecíveis sem comprovação de origem. A segurança nas rodovias que ligam o Oeste catarinense ao litoral deverá ser reforçada nos próximos dias com novas blitze integradas.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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