Carreira de Escrivão da PF: Salários de R$ 14 mil e as regras de conduta
Entenda as funções, a remuneração inicial da Polícia Federal e as implicações administrativas que podem levar à demissão por abandono de cargo na corporação.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 14:143 min de leitura

Com remuneração atrativa e alta responsabilidade administrativa, o cargo de escrivão exige dedicação exclusiva e rigoroso cumprimento de normas disciplinares.
A Polícia Federal mantém um dos planos de carreira mais cobiçados do funcionalismo público brasileiro, com salários iniciais que ultrapassam a marca de R$ 14.710,10. O cargo de escrivão, peça fundamental na estrutura de investigações judiciárias, atrai milhares de candidatos anualmente em busca de estabilidade e prestígio institucional. No entanto, a função exige o cumprimento estrito de deveres funcionais, sob pena de sanções administrativas graves, conforme demonstram processos internos recentes da corporação.
As atribuições e a rotina do escrivão
O cotidiano de um escrivão da Polícia Federal vai muito além do preenchimento de formulários. Este profissional é o responsável por formalizar todo o inquérito policial, lavrar autos de prisão em flagrante e garantir a custódia de bens e valores apreendidos em operações. Segundo o Regimento Interno da PF, o escrivão atua como o braço direito do delegado, organizando a documentação que servirá de base para denúncias do Ministério Público Federal.
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Para ingressar na carreira, o candidato deve possuir diploma de nível superior em qualquer área de formação e ser aprovado em um dos concursos mais rigorosos do país. O certame inclui provas objetivas, discursivas, exames de aptidão física, avaliação psicológica e o curso de formação profissional na Academia Nacional de Polícia, em Brasília. A progressão na carreira permite que o servidor alcance o topo da categoria com vencimentos que superam os R$ 25 mil.
Rigor disciplinar e o abandono de cargo
Recentemente, a conduta de membros da corporação voltou ao centro do debate público após a recomendação de demissão do deputado federal Eduardo Bolsonaro, que ocupa o cargo de escrivão. O processo administrativo disciplinar fundamentou a decisão com base no abandono de cargo, caracterizado pela ausência injustificada por mais de 30 dias consecutivos. A legislação federal é rigorosa quanto à assiduidade, uma vez que a vacância não autorizada compromete o andamento de investigações estratégicas.
A recomendação de desligamento, que segue os ritos da Lei 8.112/90, destaca que o exercício de mandato parlamentar não isenta o servidor de cumprir os trâmites de licença previstos em lei. No caso de servidores da segurança pública, qualquer desvio das obrigações estatutárias é analisado pela Corregedoria-Geral, que possui autonomia para sugerir a aplicação da pena máxima de demissão ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
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Contexto
A Polícia Federal tem intensificado o controle interno sobre o efetivo nos últimos anos para garantir a eficiência operacional. Dados do Governo Federal indicam que a manutenção de um quadro técnico ativo é vital para o combate ao crime organizado e à corrupção. O cargo de escrivão, especificamente, sofreu uma modernização digital, exigindo que os novos ingressantes dominem ferramentas de gestão de dados e sistemas de informação integrados.
Historicamente, as punições por abandono de cargo são raras na elite do funcionalismo, mas servem como um lembrete da natureza do serviço público. A Polícia Federal é uma instituição de Estado e, como tal, exige que seus membros mantenham uma postura de impessoalidade e presença, independentemente da projeção política que ocupem fora dos quadros da Superintendência.
O que esperar
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O desfecho do processo administrativo envolvendo o parlamentar agora depende da assinatura final da autoridade ministerial competente. Enquanto isso, a Polícia Federal prepara novos editais para recompor seu quadro, mantendo o nível de exigência elevado. Para os futuros concursados, o cenário reforça que a alta remuneração de R$ 14 mil vem acompanhada de uma cobrança institucional proporcional à importância estratégica da segurança nacional.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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