Caso Thiago Oseas: Justiça do Acre leva mais dois acusados a júri popular
Francivaldo Barrozo e Pablo Rodrigo Farias responderão pelo assassinato do atleta Thiago Oseas em Rio Branco. Decisão mantém prisão preventiva dos réus.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 08:003 min de leitura

Decisão judicial no Acre mantém prisão preventiva e determina que novos suspeitos enfrentem o tribunal pelo assassinato do jovem atleta.
A Justiça do Acre decidiu que os réus Francivaldo Barrozo e Pablo Rodrigo Farias serão submetidos a júri popular pelo homicídio do jogador de futebol Thiago Oseas, de 18 anos. O crime aconteceu em Rio Branco, motivado por uma interpretação equivocada de um sinal feito pelo jovem em uma fotografia, que teria sido confundido com a simbologia de uma organização criminosa rival à dos executores.
O desenrolar do processo judicial
Nesta nova fase do processo, o magistrado responsável pelo caso optou por manter a prisão preventiva dos acusados, sob o argumento de garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. A denúncia aponta que a dupla teve participação direta na logística e execução do crime que chocou o Acre. De acordo com os autos do Tribunal de Justiça, a decisão de pronúncia ocorre após a análise de provas colhidas durante a fase de instrução, indicando indícios suficientes de autoria por parte de Francivaldo e Pablo.
Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores
A execução do crime e a motivação fútil
O ataque ocorreu em março de 2024, quando o jovem atleta, que buscava oportunidades profissionais no esporte, foi abordado por criminosos. O estopim para a violência teria sido uma imagem publicada em redes sociais onde Thiago Oseas fazia um gesto com as mãos. Para os investigadores da Polícia Civil, os agressores interpretaram o sinal como uma afronta de facção, embora a vítima não tivesse qualquer envolvimento com o crime organizado. O jovem foi atingido por disparos de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos, falecendo ainda no local da abordagem.
A estrutura da acusação
O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Os promotores destacam que a morte de Thiago é um exemplo da violência desmedida gerada pela guerra entre grupos criminosos na capital acreana. Com a decisão de levar os réus a júri popular, os sete jurados do conselho de sentença deverão decidir o destino dos acusados em uma sessão que ainda terá a data definida pelo Poder Judiciário.
Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores
Contexto
A segurança pública no Acre tem enfrentado desafios críticos nos últimos anos devido ao avanço de facções. O caso de Thiago Oseas tornou-se um símbolo da vulnerabilidade da juventude diante de códigos de conduta arbitrários impostos por criminosos. Desde o crime em 2024, a família do atleta e movimentos sociais têm cobrado celeridade nas investigações e punição rigorosa para todos os envolvidos na emboscada.
Próximos passos
Com a manutenção das prisões, a defesa dos réus ainda pode apresentar recursos contra a pronúncia em instâncias superiores. Caso a decisão seja mantida, o tribunal agendará o sorteio dos jurados e a data do julgamento final. A expectativa é que o desfecho ocorra ainda no segundo semestre, trazendo uma resposta definitiva para um dos episódios mais violentos registrados recentemente em Rio Branco.
Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores
Fique por dentro do nosso canal no WhatsApp Bs1.online
Comentários (0)
Entre para deixar um comentário.
Carregando...