CBF projeta título inédito da Seleção Feminina na Copa do Mundo de 2027
Presidente da entidade, Samir Xaud, reforça otimismo com evolução sob comando de Arthur Elias e foca na conquista histórica jogando em território brasileiro.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 12:024 min de leitura

Liderança da entidade máxima do futebol brasileiro acredita que o ciclo atual e o fator casa levarão o país ao topo do pódio mundial.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, manifestou publicamente sua convicção de que a Seleção Brasileira Feminina está no caminho certo para conquistar sua primeira estrela no peito. Durante pronunciamento oficial, o dirigente destacou que o planejamento estratégico voltado para a Copa do Mundo de 2027, que será sediada no Brasil, tem como meta principal o título inédito. A confiança da cúpula da entidade baseia-se na reestruturação técnica e no desempenho recente da equipe em competições de alto nível.
A evolução sob o comando de Arthur Elias
Um dos pilares desse otimismo é o trabalho desenvolvido pelo técnico Arthur Elias. Desde que assumiu o comando, o treinador implementou uma nova filosofia de jogo, focada em intensidade e competitividade. Segundo a CBF, a evolução tática do grupo é visível, permitindo que o Brasil volte a figurar como um protagonista real no cenário internacional. O mandatário da entidade ressaltou que a integração entre a comissão técnica e as categorias de base tem sido fundamental para renovar o elenco com talentos promissores.
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O desempenho contra potências do futebol europeu também foi citado como um termômetro para essa nova fase. Para Samir Xaud, os resultados obtidos em amistosos e torneios preparatórios contra seleções da Europa — historicamente dominantes na modalidade — provam que a distância técnica foi reduzida. O dirigente acredita que a Seleção Brasileira não apenas compete em igualdade, mas já demonstra superioridade em diversos momentos do jogo, algo essencial para quem almeja vencer um Mundial.
O impacto de sediar o Mundial no Brasil
A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 é vista como o catalisador final para essa conquista. A CBF planeja utilizar a estrutura dos estádios da Copa de 2014 e o apoio massivo da torcida para criar um ambiente de pressão favorável às jogadoras brasileiras. O investimento em infraestrutura e logística será intensificado nos próximos três anos, garantindo que a preparação ocorra em centros de excelência de padrão internacional.
Além do aspecto esportivo, a entidade enxerga o evento como uma oportunidade de ouro para consolidar o futebol feminino no mercado nacional. O aumento do interesse de patrocinadores e o crescimento do Campeonato Brasileiro Feminino são indicativos de que a modalidade vive seu melhor momento financeiro e de visibilidade. A meta de Samir Xaud é que o troféu em 2027 seja o coroamento de um projeto de longo prazo iniciado após a última reformulação da diretoria.
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Contexto
Historicamente, a melhor campanha do Brasil em Copas do Mundo ocorreu em 2007, na China, quando a equipe liderada por Marta ficou com o vice-campeonato após perder para a Alemanha. Desde então, a seleção enfrentou ciclos de instabilidade, mas recuperou o prestígio global com a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, resultado que serviu como prova de conceito para o trabalho de Arthur Elias.
O futebol feminino brasileiro tem recebido aportes recordes da FIFA e da iniciativa privada, permitindo que a CBF profissionalize todos os departamentos relacionados à categoria. O foco agora é garantir que a transição geracional ocorra de forma fluida, mantendo nomes experientes enquanto abre espaço para a nova safra de atletas que atuam tanto no Brasil quanto em ligas de elite nos Estados Unidos e na Europa.
O que esperar
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Os próximos passos incluem uma série de convocações para períodos de treinamentos intensivos e a realização de mais confrontos contra seleções do top 10 do ranking da FIFA. A expectativa da CBF é que, até o início de 2027, o grupo esteja totalmente consolidado e com um modelo de jogo definido. O objetivo é transformar o favoritismo em campo e registrar, pela primeira vez na história, o nome do Brasil na galeria de campeões mundiais femininos.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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