Cesta básica em Campinas ultrapassa R$ 900 e compromete metade do salário
Estudo aponta que feijão impulsionou alta dos alimentos em Campinas, superando a inflação de capitais como São Paulo e Belo Horizonte no primeiro semestre.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 18:303 min de leitura

Alta nos preços dos alimentos básicos em Campinas força famílias a comprometerem Half do rendimento mínimo mensal.
O custo de vida para o morador de Campinas sofreu um novo revés no fechamento do primeiro semestre de 2024. O valor médio da cesta básica na metrópole atingiu a marca de R$ 902,12, o que representa que o trabalhador precisa destinar metade de um salário mínimo vigente apenas para garantir a alimentação básica de uma pessoa. O levantamento, realizado pelo Observatório PUC-Campinas, aponta que a inflação local de alimentos está avançando em um ritmo mais acelerado do que em grandes capitais brasileiras.
O impacto do feijão e dos itens frescos
O principal vilão do orçamento doméstico campineiro nos últimos meses foi o feijão, que registrou altas expressivas nas gôndolas dos supermercados. Além do grão, outros itens de primeira necessidade, como o arroz e o leite, mantiveram uma trajetória de pressão sobre o índice geral. De acordo com os pesquisadores do Observatório, a variação climática e os custos logísticos no interior paulista contribuíram para que os preços em Campinas superassem os índices registrados em São Paulo e Belo Horizonte no acumulado do ano.
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Comparativo com capitais brasileiras
A situação econômica em Campinas chama a atenção pela disparidade com outros centros urbanos. Enquanto a inflação nacional tenta se manter dentro das metas, a metrópole do interior paulista vê o poder de compra do cidadão ser corroído mais rapidamente. Os dados mostram que o custo de R$ 902,12 coloca a cidade em um patamar de alerta, uma vez que o comprometimento da renda com comida impede o investimento em outras áreas essenciais, como saúde, transporte e lazer.
Perda de poder aquisitivo do trabalhador
Para o trabalhador que recebe o piso nacional de R$ 1.412,00, a conta não fecha com facilidade. Após descontar o valor da cesta básica, sobram pouco mais de R$ 500,00 para todas as outras despesas fixas da residência. Especialistas da PUC-Campinas reforçam que esse cenário é reflexo de uma combinação de fatores sazonais e econômicos que atingiram diretamente a cadeia produtiva da região, elevando os preços desde o atacado até o consumidor final.
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Contexto
Historicamente, a região de Campinas possui um custo de vida elevado devido ao seu perfil industrial e tecnológico, mas a aceleração dos preços dos alimentos em 2024 tem surpreendido os analistas. No ano anterior, a inflação de alimentos na cidade apresentava um comportamento mais estável, porém, o primeiro semestre deste ano reverteu essa tendência, colocando a cidade no topo do ranking de encarecimento de itens básicos no Estado de São Paulo.
O que esperar
Para os próximos meses, o cenário depende da estabilização das safras agrícolas e da redução dos custos de transporte. A expectativa é que a chegada de novas colheitas possa aliviar o preço do feijão e de hortifrutis, mas o patamar de R$ 900,00 para a cesta básica dificilmente deve recuar de forma drástica no curto prazo, mantendo a pressão sobre o orçamento das famílias de baixa renda.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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