Cesta básica em Petrolina registra queda de 9,11% no mês de junho

Preços de itens essenciais recuam no Sertão pernambucano, impulsionados pela baixa no valor do tomate e da banana, aponta novo levantamento econômico.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 18:403 min de leitura

Cesta básica em Petrolina registra queda de 9,11% no mês de junho
Resumo em 10 segundos

Levantamento aponta redução significativa no custo dos alimentos essenciais no Sertão de Pernambuco impulsionada por itens hortifrúti.

O custo médio da cesta básica em Petrolina apresentou uma retração de 9,11% durante o mês de junho, trazendo um alívio temporário para o orçamento das famílias sertanejas. O índice, calculado com base nos hábitos de consumo da região, revela que o montante necessário para adquirir os itens de sobrevivência alimentar caiu de forma acentuada em comparação ao período anterior. A variação positiva para o bolso do consumidor foi consolidada após a coleta de preços realizada em diversos estabelecimentos comerciais do município pelo colegiado de economia da Facape.

Fatores que impulsionaram a queda

O principal responsável pelo recuo no índice geral foi o grupo dos hortifrúti, que apresentou uma deflação considerável no último mês. O tomate, item frequentemente associado à volatilidade de preços, registrou a maior queda entre todos os componentes da cesta, seguido de perto pela banana. Especialistas indicam que o aumento da oferta desses produtos no mercado local, favorecido pelo ciclo de colheita e condições climáticas, permitiu que os supermercados e feiras livres repassassem valores menores aos moradores de Petrolina.

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Além dos vegetais, outros produtos que compõem a dieta básica também mostraram estabilidade ou leves reduções, contribuindo para que o valor total da cesta se distanciasse dos recordes negativos registrados no início do semestre. De acordo com os dados da pesquisa de campo, essa deflação local supera a média de diversas capitais do Nordeste, posicionando a cidade em um cenário de maior poder de compra para o salário mínimo atual.

O contraponto do setor de laticínios

Em contrapartida à tendência de queda, o leite integral surgiu como o principal vilão da inflação alimentar no período. O produto registrou o aumento mais expressivo da lista, impactado pela entressafra e pelo encarecimento dos custos de produção no campo. O reajuste no preço do leite acaba gerando um efeito cascata em derivados, embora o peso total desses aumentos não tenha sido suficiente para anular a deflação gerada pelo tomate e pela banana.

Analistas do setor econômico da Facape destacam que o comportamento do preço dos laticínios é um reflexo direto das condições das pastagens e do preço dos insumos para o gado. Mesmo com a alta, o balanço final de junho permaneceu amplamente favorável ao consumidor, que gastou menos para abastecer a despensa do que no mês de maio.

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Contexto

A economia de Petrolina é fortemente influenciada pela produção agrícola do Vale do São Francisco, o que torna o preço dos alimentos muito sensível às variações sazonais da região. Historicamente, o mês de junho apresenta flutuações devido às festividades juninas, que aumentam a demanda por determinados produtos, mas o excesso de oferta de alguns itens básicos conseguiu neutralizar a pressão inflacionária típica desta época do ano.

Este cenário de queda de 9,11% ocorre em um momento de atenção nacional sobre o custo de vida. Em âmbitos federais, o Governo Brasileiro monitora a oscilação dos alimentos como um dos principais indicadores para a política monetária, e os números de Pernambuco servem como um termômetro para a segurança alimentar no interior do estado.

O que esperar

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Para os próximos meses, a expectativa é de que os preços mantenham uma trajetória de estabilidade, dependendo diretamente do volume de chuvas e do custo do frete rodoviário. Consumidores devem ficar atentos às ofertas semanais, uma vez que a variação entre diferentes redes de varejo em Petrolina ainda se mostra elevada, permitindo economias adicionais além da média registrada na pesquisa oficial.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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