Chacina em Baixa Grande do Ribeiro: condenado a 67 anos de prisão
Justiça do Piauí condena Lúcio Batista Fialho por envolvimento em crime que vitimou quatro pessoas em 2023. Sentença reforça rigor contra crimes violentos.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 11:073 min de leitura

Sentença do Tribunal Popular do Júri encerra capítulo judicial sobre crime que chocou o sul do estado em 2023
O réu Lúcio Batista Fialho foi condenado na última quarta-feira (5) a uma pena de 67 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. O julgamento, realizado pelo Tribunal Popular do Júri de Ribeiro Gonçalves, analisou a participação do acusado em uma chacina ocorrida na cidade de Baixa Grande do Ribeiro, no interior do Piauí. O crime resultou na morte de quatro pessoas, incluindo pai, dois filhos e um colaborador da família, em um episódio marcado pela violência extrema e planejamento prévio.
Detalhes do julgamento e condenação
Durante a sessão que se estendeu por horas, o conselho de sentença acatou as teses de homicídio qualificado apresentadas pelo Ministério Público. A justiça considerou que o crime foi cometido mediante emboscada e sem possibilidade de defesa para as vítimas. O magistrado responsável pela leitura da sentença destacou a periculosidade do condenado e o impacto social devastador causado pelas execuções, que ocorreram em uma propriedade rural da região em abril de 2023.
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Os disparos de arma de fogo atingiram fatalmente o empresário Luiz Pedro Dalcin, seus filhos Luiz Antônio Dalcin e Gustavo Dalcin, além do funcionário Leonildo Souza. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Piauí, as vítimas foram surpreendidas por criminosos armados enquanto descansavam na varanda da residência. A brutalidade do caso mobilizou forças de segurança de todo o estado na busca pelos responsáveis, culminando na prisão de diversos suspeitos ao longo dos meses seguintes.
Motivação e dinâmica do crime
A linha de investigação aponta que a motivação para o massacre estaria ligada a disputas de terras e vingança. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o mandante e os executores planejaram a ação para eliminar a família de produtores agrícolas, que possuía investimentos significativos no setor de soja. Lúcio Batista Fialho foi identificado como uma peça-chave na logística e execução do plano, auxiliando os atiradores a chegarem ao local sem serem detectados.
As autoridades reforçaram que o crime não foi um ato isolado, mas sim fruto de uma articulação criminosa que visava intimidar outros produtores da zona rural de Baixa Grande do Ribeiro. Além da pena de prisão, o condenado terá que arcar com indenizações por danos morais às famílias das vítimas, embora o valor estipulado não tenha sido divulgado detalhadamente. A defesa do réu ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores, mas ele deverá permanecer em custódia preventiva.
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Contexto
O sul do Piauí tem registrado um aumento nas tensões fundiárias nos últimos anos, especialmente em áreas de expansão do agronegócio. A cidade de Baixa Grande do Ribeiro é um dos polos produtores de grãos do estado, atraindo investimentos de diversas partes do país. No entanto, o crescimento econômico veio acompanhado de conflitos de propriedade que, em casos extremos como este de 2023, escalam para a violência armada e execuções sumárias.
A segurança pública intensificou o patrulhamento rural na região após a chacina, implementando novas bases da Polícia Militar para tentar conter o avanço de grupos de pistolagem. O caso dos Dalcin tornou-se um símbolo da luta contra a impunidade no campo, gerando manifestações de entidades ligadas ao setor produtivo que cobravam uma resposta rígida do Poder Judiciário.
Próximos passos
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Com a condenação de um dos principais envolvidos, o foco agora se volta para o julgamento dos demais corréus e do suposto mandante do crime. A Polícia Civil afirma que o inquérito continua aberto para monitorar possíveis novos desdobramentos e garantir que todos os participantes da rede criminosa sejam punidos. A expectativa é que novos julgamentos ocorram ainda no segundo semestre de 2024, mantendo o rigor aplicado nesta primeira sentença.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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