Ciclone bomba: Casal sobrevive a queda de árvore sobre carro em SP
Ventos de 109 km/h derrubaram árvore sobre veículo recém-comprado no litoral paulista. Moradores criticam falta de manutenção enquanto equipes atuam na região.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 14:033 min de leitura

Fenômeno meteorológico extremo atinge o litoral paulista com rajadas severas e causa destruição em áreas urbanas.
Um casal viveu momentos de pânico na tarde desta terça-feira ao escapar ileso de um grave acidente provocado pela força do ciclone bomba. Enquanto transitavam por uma via movimentada no litoral de São Paulo, uma árvore de grande porte desabou sobre o veículo das vítimas. O impacto ocorreu em uma fração de segundos após os ocupantes perceberem o estalo da estrutura, resultando na perda total do automóvel que havia sido adquirido há apenas três meses.
Detalhes do incidente e o impacto do vento
De acordo com a Defesa Civil, a região foi castigada por ventos que atingiram a marca impressionante de 109 km/h, uma consequência direta da formação de um sistema de baixa pressão no oceano. O casal relatou que o barulho da ventania era ensurdecedor momentos antes do tronco atingir o teto do carro, esmagando a parte frontal e o para-brisa. A agilidade em frear o veículo foi determinante para que o tronco não atingisse diretamente a cabine de passageiros, evitando uma tragédia fatal em território paulista.
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O carro, um investimento planejado pela família e ainda com baixa quilometragem, ficou completamente destruído sob o peso da vegetação. Testemunhas que passavam pelo local auxiliaram na retirada das vítimas, que apresentavam apenas escoriações leves e um forte estado de choque. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para isolar a área, uma vez que a queda também comprometeu a fiação elétrica da rua, deixando parte do bairro sem energia por horas.
Reclamações sobre a manutenção urbana
Moradores do entorno expressaram forte indignação com o estado de conservação das árvores na localidade. Segundo relatos da vizinhança, diversos pedidos de poda e avaliação técnica já haviam sido protocolados junto à Secretaria de Serviços Urbanos, mas nenhuma medida preventiva foi tomada antes da chegada do ciclone. A comunidade alega que a falta de zeladoria transforma qualquer tempestade em um risco iminente para pedestres e motoristas que utilizam as vias públicas diariamente.
Em resposta aos questionamentos, a Prefeitura informou que mobilizou equipes de emergência para realizar a remoção dos escombros e a desobstrução da via. O governo municipal declarou que a prioridade no momento é o atendimento de ocorrências que envolvam risco à vida e que o volume de chamados triplicou devido aos efeitos do fenômeno climático. Técnicos da administração municipal devem realizar uma varredura na região para identificar outras espécies arbóreas que apresentem risco de queda imediata.
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Contexto
O estado de São Paulo tem enfrentado uma sequência de eventos climáticos severos nos últimos meses, intensificados pelo aquecimento das águas do Atlântico e a passagem de frentes frias de rápida evolução. O chamado ciclone bomba é conhecido por sua queda brusca de pressão atmosférica, o que gera ventos com força de tempestade tropical, capazes de arrancar telhados, derrubar torres de transmissão e comprometer a infraestrutura urbana de cidades litorâneas.
Especialistas em meteorologia alertam que o litoral é a zona mais vulnerável a esses sistemas, exigindo um plano de contingência robusto por parte das gestões municipais. A recorrência desses episódios tem colocado em xeque a capacidade de resposta das cidades frente ao novo cenário de mudanças climáticas, onde o índice de pluviosidade e a velocidade das rajadas superam as médias históricas registradas nas últimas décadas.
Próximos passos
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As autoridades meteorológicas mantêm o estado de alerta para as próximas 24 horas, prevendo que a ressaca no mar e os ventos remanescentes ainda possam causar transtornos. O casal atingido pela árvore deve buscar reparação jurídica junto ao município pela falta de manutenção da via pública, enquanto a Defesa Civil recomenda que a população evite estacionar veículos próximos a árvores ou estruturas metálicas durante alertas de ventania severa.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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