Ciclone-bomba se forma no Atlântico e mantém alerta de ventos no Sul
Sistema meteorológico atinge pressão crítica e provoca rajadas de até 90 km/h. Confira a previsão do tempo e os riscos de temporais para este final de semana.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 17:553 min de leitura

Fenômeno meteorológico de rápida intensificação se desloca para o mar, mas mantém estados do Sul em alerta para rajadas de vento e queda de temperatura.
Um ciclone-bomba se configurou oficialmente no Oceano Atlântico nesta sexta-feira, após apresentar uma queda brusca de pressão atmosférica em menos de 24 horas. O fenômeno, monitorado por institutos de meteorologia como a Climatempo, atua na costa da região Sul do Brasil, provocando instabilidade e ventos sustentados. Embora o centro do sistema esteja se afastando do continente em direção ao alto-mar, a circulação de ventos ainda representa riscos para a navegação e para a infraestrutura urbana em cidades litorâneas.
Dinâmica do fenômeno e ventania
A configuração de um ciclone-bomba ocorre quando a pressão central do sistema cai, no mínimo, 24 milibares em um intervalo de um dia, gerando uma intensificação explosiva. De acordo com especialistas, esse processo já foi concluído e, agora, o sistema inicia uma trajetória de afastamento da costa brasileira. No entanto, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina seguem sob vigilância, pois o gradiente de pressão ainda é capaz de gerar rajadas de vento que podem atingir entre 70 km/h e 90 km/h em pontos isolados da Serra e do Litoral.
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Impactos no final de semana
Para este sábado e domingo, a previsão aponta que a ventania deve perder força gradualmente, mas a chegada de uma nova frente fria manterá o tempo instável. O avanço deste sistema frontal, combinado com a umidade deixada pelo ciclone, deve provocar chuvas em diversas localidades da Região Sul. As autoridades de Defesa Civil recomendam atenção redobrada para o risco de queda de galhos de árvores e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica, especialmente em áreas onde o solo já se encontra encharcado.
Condições marítimas e agitação
No mar, a situação exige cautela extrema de pescadores e praticantes de esportes náuticos. O deslocamento do ciclone em alto-mar favorece a formação de grandes ondas, com potencial de ressaca em trechos que vão do Chuí (RS) até o litoral do Paraná. A Marinha do Brasil emite alertas constantes sobre a altura das ondas, que podem ultrapassar os 3 metros em áreas de mar aberto. A orientação é que pequenas embarcações evitem a saída para o oceano até que o sistema se distancie completamente da Zona Econômica Exclusiva brasileira.
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Contexto
O termo ciclone-bomba é tecnicamente conhecido como ciclogênese explosiva. Esse tipo de fenômeno é mais comum durante os meses de inverno e primavera, quando o contraste entre massas de ar polar e massas de ar tropical é mais acentuado. Em 2020, um evento similar causou danos severos em centenas de municípios catarinenses, o que elevou o nível de prontidão dos órgãos de monitoramento no país para este tipo de ocorrência meteorológica.
Historicamente, a costa sul da América do Sul é uma região ciclogenética, servindo como berço para a formação de diversos sistemas de baixa pressão. A diferença fundamental deste evento atual é a velocidade da queda de pressão, que confere ao sistema uma energia muito superior aos ciclones extratropicais comuns, exigindo protocolos de segurança mais rigorosos por parte do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad).
O que esperar
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A tendência para os próximos dias é de que a massa de ar seco e frio que acompanha o sistema traga um declínio nas temperaturas mínimas, especialmente nas áreas de Serra Gaúcha e Planalto Serrano. O sol deve voltar a aparecer entre nuvens no domingo, mas a sensação de frio será acentuada pelo vento remanescente. Moradores de áreas de risco devem permanecer atentos aos avisos SMS enviados pelos órgãos de proteção local.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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