Ciclone extratropical gera alerta de tempestades e granizo em MS
Mato Grosso do Sul entra em alerta para chuvas intensas e ventos de 60 km/h devido ao avanço de ciclone. Saiba como o clima afetará as cidades do estado.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 17:353 min de leitura

Avanço de fenômeno meteorológico traz risco de vendavais e instabilidade severa em todas as regiões sul-mato-grossenses.
O estado de Mato Grosso do Sul está sob alerta meteorológico rigoroso nesta semana devido à formação de um ciclone extratropical que deve provocar chuvas intensas, tempestades elétricas e queda de granizo. O fenômeno climático promete alterar drasticamente o cenário atmosférico nas próximas 48 horas, trazendo acumulados de precipitação que podem atingir a marca de 50 milímetros por dia. As autoridades de monitoramento climático indicam que a instabilidade atingirá com maior força os municípios localizados nas faixas sul e sudoeste do estado.
Riscos de ventos e granizo
De acordo com as projeções do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), as rajadas de vento podem alcançar a velocidade de 60 km/h, o que eleva a preocupação com a queda de árvores e possíveis danos em redes elétricas urbanas. A combinação de ar quente e úmido com a pressão atmosférica do ciclone cria o ambiente ideal para a formação de nuvens de tempestade, conhecidas como cumulonimbus, que aumentam a probabilidade de chuva de granizo em áreas isoladas. A população deve evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
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Impacto nas temperaturas
Além da precipitação volumosa, a passagem deste sistema frontal provocará uma oscilação térmica significativa. Em cidades como Campo Grande e Dourados, os termômetros devem registrar uma queda acentuada após a passagem da frente fria associada ao ciclone. A previsão indica que as temperaturas mínimas podem recuar de forma considerável a partir de quinta-feira, encerrando o período de calor intenso que predominava na região. O Corpo de Bombeiros recomenda atenção redobrada aos motoristas em rodovias, devido à baixa visibilidade causada pelas cortinas de chuva.
Orientações de segurança
As defesas civis municipais já iniciaram o monitoramento de áreas de risco, especialmente em locais propensos a alagamentos rápidos. A orientação é que, em caso de rajadas de vento, as pessoas não busquem abrigo debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas. Segundo a Defesa Civil, o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada deve ser evitado durante o pico das tempestades. O volume de 50 mm em um único dia é considerado alto para os padrões locais nesta época do ano, exigindo sistemas de drenagem eficientes nas áreas urbanas.
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Contexto
O fenômeno do ciclone extratropical é comum na região do Cone Sul do continente, mas sua influência em latitudes mais baixas, como em Mato Grosso do Sul, costuma potencializar a severidade das frentes frias. Historicamente, sistemas de baixa pressão localizados sobre o Oceano Atlântico ou no Paraguai costumam ditar o ritmo das chuvas no estado durante a transição de estações. Em eventos anteriores de magnitude similar, o estado registrou destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia em mais de 20 municípios simultaneamente.
O que esperar
A tendência é que a instabilidade comece a perder força no final de semana, dando lugar a uma massa de ar mais seco e frio. No entanto, o monitoramento meteorológico continuará em tempo real, uma vez que a trajetória do ciclone pode sofrer variações conforme a pressão atmosférica se estabiliza. Agricultores da região central e do Pantanal devem ficar atentos, pois o excesso de água em curto período e o granizo podem impactar lavouras em fase de desenvolvimento.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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