Consórcio Guaicurus é vendido para grupo goiano em Campo Grande
Prefeita Adriane Lopes confirma a venda do Consórcio Guaicurus para empresa de Goiás. Mudança na gestão do transporte coletivo promete renovação da frota.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 15:333 min de leitura
Transação marca o fim da gestão atual e abre caminho para novos investimentos no sistema de transporte coletivo da capital sul-mato-grossense.
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, confirmou oficialmente a venda do Consórcio Guaicurus, grupo que detém a concessão do transporte público na cidade, para uma empresa sediada no estado de Goiás. O anúncio, realizado nesta semana, encerra meses de incertezas sobre a continuidade da atual administração do serviço e sinaliza uma reestruturação profunda na mobilidade urbana local, afetando diretamente a rotina de milhares de passageiros que dependem dos ônibus diariamente.
Detalhes da negociação
Embora os valores exatos da transação não tenham sido divulgados sob alegação de cláusulas de confidencialidade comercial, a gestão municipal ratificou que o processo de transferência já está em estágio avançado. A nova proprietária, uma holding com vasta experiência no setor de transportes em Goiânia e outras regiões do Centro-Oeste, assume a responsabilidade pelas operações e pelo passivo da organização. De acordo com a Prefeitura de Campo Grande, a mudança de controle acionário foi comunicada formalmente ao poder concedente, que monitora o cumprimento dos requisitos legais para a transição.
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Impacto na frota e no serviço
Um dos pontos centrais da venda é a exigência de melhorias imediatas na qualidade do serviço prestado à população. A Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) deverá fiscalizar um cronograma de investimentos que inclui a renovação da frota de veículos e a manutenção rigorosa dos terminais de transbordo. A expectativa da administração municipal é que a entrada do grupo goiano injete capital novo no sistema, solucionando problemas crônicos de atrasos e veículos em condições precárias que geraram inúmeras reclamações de usuários ao longo de 2023 e 2024.
O que dizem as autoridades
A prefeita Adriane Lopes enfatizou que o foco da prefeitura permanece na garantia da continuidade do serviço e na modicidade tarifária. Segundo a chefe do executivo, o governo municipal não aceitará retrocessos e a nova gestão terá que cumprir rigorosamente o contrato de concessão vigente, que tem validade até meados da próxima década. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanha o caso de perto para assegurar que a transferência de propriedade não prejudique os direitos dos consumidores ou onere excessivamente os cofres públicos através de subsídios.
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Contexto
O Consórcio Guaicurus operava o sistema de transporte de Campo Grande há anos, enfrentando diversas crises financeiras e disputas judiciais envolvendo o reajuste da tarifa e o pagamento de tributos. A pressão popular e as constantes multas aplicadas pela Agereg criaram um cenário de insustentabilidade para os antigos proprietários. A chegada de um grupo de Goiás é vista por especialistas em infraestrutura como um movimento estratégico de consolidação do mercado de transporte na região central do Brasil.
Próximos passos
Nas próximas semanas, a nova diretoria do consórcio deve apresentar um plano operacional detalhado para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. A transição administrativa deve ocorrer de forma gradual, sem interrupção das linhas existentes. Os usuários do sistema devem ficar atentos aos novos canais de atendimento que serão implementados pela empresa goiana para o registro de sugestões e queixas sobre a operação dos ônibus na capital.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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