Corpos esquartejados são achados em canal de Fortaleza após ordem do RJ
Vítimas foram localizadas em sacos plásticos no canal do Jardim Guanabara; investigação aponta que execução foi ordenada por cúpula criminosa do Rio de Janeiro.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 13:273 min de leitura

Polícia Civil investiga execução brutal ordenada por facção fluminense contra rivais na capital cearense.
A violência urbana atingiu um novo patamar de crueldade em Fortaleza na manhã desta terça-feira. Dois corpos masculinos, ainda não identificados formalmente, foram encontrados esquartejados e acondicionados em sacos plásticos dentro de um canal no bairro Jardim Guanabara. De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, o crime apresenta fortes indícios de execução sumária, sendo que uma das vítimas foi localizada sem a cabeça, que ainda não foi encontrada pelas equipes de busca.
Detalhes da cena do crime
Moradores da região avistaram os volumes suspeitos boiando na água e acionaram as autoridades via 190. Ao chegarem ao local, os agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) constataram que os restos mortais haviam sido retalhados de forma profissional, uma tática comum para dificultar a identificação e enviar um sinal de poder entre grupos rivais. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizou os primeiros levantamentos e removeu os sacos para a sede do órgão, onde passarão por exames de DNA e papiloscopia.
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Conexão com o crime organizado
As investigações apontam que o duplo homicídio não foi um evento isolado, mas sim uma determinação direta de lideranças criminosas baseadas no Rio de Janeiro. Segundo fontes da Secretaria da Segurança Pública, a ordem para o esquartejamento partiu de uma cúpula que coordena o tráfico de drogas à distância, utilizando a capital cearense como palco de uma disputa territorial sangrenta. O uso de métodos bárbaros, como a decapitação e o desmembramento, é uma marca registrada de tribunais do crime que buscam impor o terror no Ceará.
Mobilização das forças de segurança
Equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para auxiliar na varredura do canal, na tentativa de localizar a parte do corpo que ainda está desaparecida. O policiamento na zona oeste de Fortaleza foi intensificado com o apoio do Batalhão de Choque e do Raio, visando coibir possíveis retaliações entre as quadrilhas envolvidas. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, mas a polícia já monitora comunicações interceptadas que podem levar aos executores materiais do crime.
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Contexto
O estado do Ceará atravessa um período de alta tensão na segurança pública devido à migração de táticas de guerra urbana vindas do Sudeste. O bairro Jardim Guanabara e áreas adjacentes têm sido monitorados pelo governo estadual devido ao aumento de 15% nos índices de criminalidade violenta no último semestre. A influência de facções do Rio de Janeiro em território cearense é um desafio logístico para as autoridades, que tentam asfixiar o fluxo financeiro desses grupos.
Próximos passos
A Polícia Civil aguarda o laudo cadavérico para confirmar se as vítimas possuíam antecedentes criminais ou se eram moradores da região sequestrados aleatoriamente. O foco agora é identificar os veículos utilizados para o descarte dos corpos, utilizando imagens de câmeras de monitoramento do sistema Spia. A investigação segue em sigilo para não comprometer a captura dos mandantes vinculados ao eixo Rio-Fortaleza.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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