Criança de 8 anos é baleada por disparo acidental de espingarda em Minas Gerais

Um menino de 8 anos foi ferido após disparo acidental efetuado por criança de 12 anos em Minas Gerais. A arma estava guardada em um cômodo nos fundos de uma casa.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 18:353 min de leitura

Criança de 8 anos é baleada por disparo acidental de espingarda em Minas Gerais
Resumo em 10 segundos

Vítima foi atingida no antebraço após menor de 12 anos encontrar armamento em residência rural e manusear o equipamento.

Um grave incidente envolvendo armas de fogo e menores de idade mobilizou as autoridades na tarde desta terça-feira no interior de Minas Gerais. Um menino de apenas 8 anos foi atingido por um disparo acidental efetuado por um adolescente de 12 anos, que teria encontrado uma espingarda guardada em um imóvel. O socorro foi acionado imediatamente para atender a vítima, ferida na região do antebraço.

Como o caso aconteceu

De acordo com informações fornecidas pela Polícia Militar, os menores estavam em uma residência quando o jovem de 12 anos localizou a arma de fogo em um cômodo localizado nos fundos da casa. Ao manusear o equipamento, que estava carregado, ocorreu o disparo acidental que atingiu a criança menor. O barulho do tiro alertou os adultos presentes nas proximidades, que prontamente prestaram os primeiros socorros e encaminharam o ferido para uma unidade de saúde local.

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A guarnição da Polícia Militar foi acionada para isolar a área e realizar os procedimentos de praxe. No local, os agentes constataram que a espingarda não possuía registro visível e estava armazenada de forma insegura, facilitando o acesso de crianças ao armamento. O proprietário do imóvel e da arma foi identificado e deve responder por omissão de cautela na guarda de arma de fogo, conforme prevê o Estatuto do Desarmamento.

O que dizem as autoridades

O boletim de ocorrência detalha que a vítima de 8 anos está em quadro estável, embora a gravidade do ferimento exija acompanhamento médico especializado para evitar sequelas motoras no membro atingido. A perícia da Polícia Civil foi convocada para examinar a cena e a arma utilizada, buscando entender se houve falha mecânica ou se o gatilho foi acionado diretamente pelo menor durante a brincadeira. O responsável pela residência foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a origem do artefato.

Os militares reforçaram que a presença de armas em ambientes com crianças exige rigor absoluto no armazenamento, preferencialmente em cofres ou locais com trancas de difícil acesso. A negligência nesse tipo de situação é tipificada como crime, uma vez que coloca em risco a vida de vulneráveis. Em Minas Gerais, casos de disparos acidentais envolvendo menores têm gerado debates sobre a fiscalização de armamentos em zonas rurais e áreas periféricas.

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Contexto

Dados recentes apontam que acidentes domésticos com armas de fogo são uma das principais causas de internações infantis por traumas graves no Brasil. O descumprimento das normas de segurança estabelecidas pela Lei 10.826/2003 resulta em tragédias familiares que poderiam ser evitadas com a simples separação entre a munição e o armamento. No estado mineiro, a Polícia Civil tem intensificado campanhas de conscientização para que proprietários de armas façam a entrega voluntária ou regularizem a situação de posse.

Somente no último ano, o índice de incidentes com armas de fogo envolvendo menores de 14 anos apresentou variações preocupantes em diversas regiões do país. A facilidade de acesso a esses instrumentos, muitas vezes heranças de família ou itens para defesa patrimonial, torna-se um perigo iminente quando não há o devido cercamento físico e educativo sobre os riscos letais envolvidos.

Próximos passos

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A investigação agora seguirá sob a responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais, que instaurou um inquérito para apurar a responsabilidade criminal dos tutores. O Conselho Tutelar também deve acompanhar o caso para garantir o suporte psicológico necessário aos dois menores envolvidos no trauma. A espingarda foi apreendida e passará por testes de balística para integrar o processo judicial que será encaminhado ao Ministério Público.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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