Criciúma: Homem vira réu por matar namorada e simular suicídio

Justiça de Santa Catarina aceita denúncia contra acusado de assassinar Maria Eduarda Salvaro, de 21 anos, e esconder o corpo por dois dias em apartamento.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 14:463 min de leitura

Criciúma: Homem vira réu por matar namorada e simular suicídio
Resumo em 10 segundos

Justiça catarinense acata denúncia do Ministério Público e torna réu homem acusado de feminicídio qualificado e fraude processual no Sul do estado.

O Poder Judiciário de Santa Catarina formalizou a condição de réu para o homem acusado de assassinar a namorada, Maria Eduarda Salvaro, de apenas 21 anos, em um crime que chocou a cidade de Criciúma. O caso, ocorrido no interior do apartamento onde o casal residia, ganha novos contornos jurídicos após a investigação apontar que o suspeito permaneceu com o cadáver no imóvel por 48 horas e tentou manipular a cena do crime para enganar os peritos criminais.

Dinâmica do crime e ocultação

De acordo com o inquérito da Polícia Civil, o assassinato ocorreu em um ambiente doméstico, onde a vítima foi rendida e morta. O que mais chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento do agressor após o ato. Ele teria permanecido no apartamento com o corpo da jovem durante dois dias, enquanto arquitetava uma narrativa para se eximir da culpa. O corpo de Maria Eduarda só foi localizado após familiares notarem sua ausência prolongada e acionarem as autoridades locais.

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Tentativa de simular suicídio

As evidências coletadas pela Polícia Científica foram cruciais para desmentir a versão inicial apresentada pelo réu. O homem tentou forjar um cenário de suicídio, alterando a posição de objetos e do próprio corpo da vítima para induzir os peritos ao erro. No entanto, os laudos necroscópicos e a análise técnica do local apontaram sinais claros de asfixia e violência que não condiziam com uma morte autoinfligida, levando à prisão preventiva do suspeito ainda na fase inicial das apurações.

Denúncia e qualificadoras

O Ministério Público de Santa Catarina ofereceu a denúncia listando qualificadoras que agravam a pena, como o feminicídio (crime cometido em razão da condição de mulher) e o recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, o réu responde por fraude processual, devido à tentativa deliberada de modificar a cena do crime. A decisão judicial que o tornou réu reforça a tese de que houve planejamento e frieza na condução dos fatos ocorridos no bairro Ceará, em Criciúma.

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Contexto

O estado de Santa Catarina tem registrado índices alarmantes de violência contra a mulher nos últimos anos. Somente em 2023, as delegacias especializadas notaram um aumento na rigidez das investigações de crimes cometidos em contexto doméstico. O caso de Maria Eduarda Salvaro gerou forte comoção nas redes sociais e mobilizou movimentos de proteção à mulher na região Sul, que pedem celeridade no julgamento e a pena máxima prevista no Código Penal.

Próximos passos

Com a aceitação da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução, onde serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do acusado. O réu permanece detido no Presídio Regional de Criciúma, onde aguardará o desenrolar das audiências. Caso seja condenado por todas as tipificações, a pena pode ultrapassar os 30 anos de reclusão, considerando o concurso de crimes e as agravantes de gênero.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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