Crime em Mogi Mirim: Suspeito de matar vendedor simulava compra de celular
Investigação revela que criminoso atraía vítimas através de anúncios em redes sociais para realizar assaltos. O suspeito segue preso em Campinas após audiência.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 19:573 min de leitura

Polícia Civil detalha modus operandi de criminoso que utilizava perfis falsos para atrair e executar comerciantes na região de Campinas.
Um esquema de emboscadas planejado para roubar aparelhos de alta tecnologia terminou em tragédia na cidade de Mogi Mirim, no interior de São Paulo. A investigação confirmou que o suspeito, atualmente detido, se passava por um cliente interessado em adquirir aparelhos celulares para atrair vendedores até locais isolados. O caso ganhou repercussão após a morte de um vendedor, vítima de um disparo de arma de fogo durante o que deveria ser uma transação comercial de rotina nesta última semana.
A estratégia do falso comprador
De acordo com a Polícia Civil, o agressor utilizava plataformas de vendas e redes sociais para monitorar ofertas de dispositivos eletrônicos. Ao localizar alvos potenciais, ele iniciava uma negociação amistosa, demonstrando urgência na compra e convencendo os vendedores a realizar a entrega em domicílio ou em pontos específicos escolhidos pelo criminoso. Em Mogi Mirim, a vítima foi surpreendida pelo anúncio do assalto logo após chegar ao endereço combinado, sendo alvejada ao tentar reagir ou se desvencilhar da abordagem.
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Investigação e desdobramentos judiciais
Após o crime, o setor de inteligência das forças de segurança conseguiu rastrear o paradeiro do envolvido, que foi localizado e detido. O homem passou por uma audiência de custódia, onde o Poder Judiciário decidiu pela manutenção da sua prisão preventiva. Atualmente, o suspeito encontra-se recolhido em uma unidade prisional na cidade de Campinas, à disposição da justiça paulista. As autoridades agora trabalham para identificar se houve a participação de cúmplices que poderiam atuar na criação dos perfis falsos ou na receptação dos itens roubados.
O que dizem as autoridades
A Secretaria de Segurança Pública ressaltou que o monitoramento de contas digitais foi fundamental para ligar o preso ao homicídio do vendedor. Os investigadores analisam o histórico de conversas em aplicativos de mensagens para verificar se outras pessoas foram vítimas do mesmo indivíduo nos meses anteriores. A meta é concluir o inquérito policial nos próximos 30 dias, consolidando as provas materiais, como a arma utilizada no crime e o aparelho celular que motivou a emboscada fatal.
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Contexto
O aumento na modalidade de crimes que utilizam o marketplaces digitais como isca tem preocupado as forças policiais de todo o estado. Somente no último semestre, a região de Campinas registrou um crescimento nos boletins de ocorrência envolvendo furtos e roubos mediante falsos anúncios. Especialistas em segurança recomendam que entregas de produtos de alto valor, como smartphones, sejam feitas exclusivamente em locais públicos de grande circulação, como shoppings ou delegacias, para evitar vulnerabilidades.
Próximos passos
Com o suspeito principal sob custódia, a polícia aguarda o resultado de exames periciais e a quebra de sigilo de dados telemáticos. A expectativa é que novos depoimentos de possíveis testemunhas ajudem a esclarecer a dinâmica completa da tentativa de latrocínio. O processo seguirá para o Ministério Público, que deverá oferecer a denúncia formal contra o acusado por homicídio qualificado e roubo.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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