Crise no BRB: União rebate GDF e nega lentidão em socorro bilionário

O Secretário-Executivo da Fazenda, Dario Durigan, defende atuação do Governo Federal em acordo de R$ 6,6 bilhões para sanar rombo deixado pelo Caso Master no BRB.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 06 de agosto de 2026 às 18:283 min de leitura

Crise no BRB: União rebate GDF e nega lentidão em socorro bilionário
Resumo em 10 segundos

Secretário-Executivo da Fazenda nega omissão federal e alerta que críticas do Palácio do Buriti podem comprometer a finalização de repasse bilionário para o banco público.

O governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, reagiu oficialmente às acusações de inércia sobre o processo de recuperação financeira do Banco de Brasília (BRB). O Secretário-Executivo da pasta, Dario Durigan, afirmou nesta semana que não há qualquer demora deliberada por parte da União em viabilizar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado à instituição. O montante é considerado vital para cobrir o rombo financeiro originado pelo chamado Caso Master, que impactou severamente o patrimônio do banco nos últimos anos.

A divergência entre União e Distrito Federal

O conflito escalou após o Governo do Distrito Federal (GDF) manifestar insatisfação com a suposta lentidão dos órgãos federais em avançar com o acordo homologado em maio de 2024. De acordo com fontes ligadas ao Palácio do Buriti, a demora na liberação dos recursos estaria asfixiando a capacidade de investimento da capital federal. Contudo, Dario Durigan pontuou que declarações desse tipo são prejudiciais e podem criar ruídos desnecessários em um processo técnico complexo, que exige o cumprimento de rigorosas etapas de conformidade fiscal e governança bancária.

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O peso do Caso Master nas contas públicas

A necessidade do aporte de R$ 6,6 bilhões surge como uma medida de emergência para reequilibrar as contas do BRB. O rombo, consolidado após operações financeiras atreladas ao Banco Master, gerou uma crise de liquidez que obrigou a gestão de Ibaneis Rocha a buscar socorro junto ao governo federal. Segundo o Ministério da Fazenda, o processo de homologação e transferência de valores dessa magnitude requer auditorias detalhadas da Secretaria do Tesouro Nacional para garantir que a transação não fira a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Tramitação técnica e prazos

Representantes da União reforçam que o cronograma estabelecido após a decisão judicial de maio está sendo seguido rigorosamente. O foco da equipe econômica é garantir que a capitalização do BRB ocorra sem gerar novos passivos para o Tesouro Nacional. Para a cúpula da Fazenda, a tentativa de politizar o trâmite técnico pode afastar investidores e gerar instabilidade no mercado financeiro, onde a saúde do banco brasiliense é monitorada de perto por analistas e órgãos de controle.

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Contexto

O Caso Master tornou-se um dos maiores desafios financeiros da história recente do Distrito Federal. A exposição do BRB a ativos de risco e as subsequentes perdas contábeis forçaram a instituição a renegociar sua estrutura de capital. O acordo de R$ 6,6 bilhões foi desenhado para evitar uma intervenção mais drástica do Banco Central e permitir que a instituição retome seu papel de fomento na economia local, especialmente em setores de infraestrutura e crédito imobiliário.

Historicamente, o Banco de Brasília é o principal braço financeiro do GDF, sendo responsável pela folha de pagamento de milhares de servidores e por programas sociais de grande alcance. Qualquer instabilidade na autarquia reflete diretamente na capacidade do Governo do Distrito Federal de honrar compromissos básicos, o que explica a urgência demonstrada pelos gestores do Buriti na conclusão deste repasse.

Próximos passos

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A expectativa é que novas reuniões técnicas entre a equipe de Dario Durigan e a diretoria do BRB ocorram nos próximos dias para alinhar as cláusulas finais do contrato de empréstimo. A União espera que, com a redução da retórica política, o processo de transferência possa ser concluído ainda no segundo semestre de 2024, garantindo a solvência da instituição e a tranquilidade dos correntistas e investidores do banco público.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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