Débora Simas quebra recorde mundial de corrida em esteira em Florianópolis

A ultramaratonista brasileira Débora Simas percorreu 850 quilômetros em sete dias, superando a marca mundial anterior e cravando seu nome na história do esporte.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 09 de agosto de 2026 às 10:473 min de leitura

Débora Simas quebra recorde mundial de corrida em esteira em Florianópolis
Resumo em 10 segundos

Atleta catarinense supera marca anterior de corredora neozelandesa após percorrer 850 quilômetros em sete dias de prova ininterrupta.

A ultramaratonista Débora Simas, de 55 anos, alcançou um feito histórico na manhã deste domingo (2), em Florianópolis, ao estabelecer um novo recorde mundial de maior distância percorrida em uma esteira no período de uma semana. A brasileira completou a marca de 850 quilômetros, superando o índice anterior que pertencia à atleta da Nova Zelândia, Emma Timmis, consolidando-se como uma das maiores referências da modalidade no planeta.

O desafio de resistência física e mental

A jornada de Débora Simas começou há exatamente sete dias, em uma estrutura montada especialmente para o desafio na capital catarinense. Durante todo o período, a atleta seguiu um cronograma rigoroso de esforço físico, com pausas mínimas para alimentação, hidratação e breves períodos de sono. A meta era superar os 840 quilômetros estabelecidos anteriormente pela competidora estrangeira, objetivo que foi alcançado e ampliado nas horas finais da prova sob a supervisão de uma equipe técnica multidisciplinar.

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Para garantir a validade do recorde, a prova contou com monitoramento constante. Débora Simas enfrentou o desgaste natural de correr centenas de quilômetros em um ambiente estático, o que exige um preparo psicológico muito superior ao das maratonas convencionais de rua. O suporte contou com fisioterapeutas, nutricionistas e testemunhas que documentaram cada etapa do processo para a homologação oficial junto aos órgãos que registram marcas mundiais.

Superação e estratégia de prova

Nos últimos dias da tentativa, o ritmo foi ajustado para garantir que a integridade física da corredora fosse preservada, sem comprometer o cronograma de quilometragem diária. A ultramaratonista manteve uma média superior a 120 quilômetros por dia, um número expressivo mesmo para atletas profissionais de elite. A torcida local e entusiastas do esporte acompanharam os metros finais da marca histórica em Florianópolis, celebrando o momento em que o painel da esteira registrou os 850 quilômetros.

Segundo a equipe de apoio, o maior obstáculo não foi apenas a distância, mas a privação de sono acumulada ao longo da semana. A estratégia de Débora Simas envolveu períodos de descanso fracionados, permitindo que o corpo se recuperasse minimamente para as próximas horas de impacto. A resiliência demonstrada pela brasileira de 55 anos reforça o debate sobre a longevidade no esporte de alto rendimento e a capacidade de superação humana em condições extremas.

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Contexto

O recorde mundial feminino de corrida em esteira por sete dias é uma das provas de resistência mais duras do atletismo de ultra distância. A marca anterior, detida pela neozelandesa Emma Timmis, era considerada um patamar difícil de ser alcançado devido às exigências biomecânicas de correr em uma superfície motorizada por tanto tempo. Em 2024, o Brasil passa a ocupar o topo dessa lista, destacando o crescimento do país em provas de ultrarresistência.

Eventos dessa natureza exigem não apenas o esforço do atleta, mas uma logística complexa que envolve desde a calibração precisa dos equipamentos até o controle rigoroso de dados biométricos. A conquista em Santa Catarina coloca o estado no mapa das grandes quebras de recordes mundiais, atraindo atenção internacional para o cenário esportivo da região Sul do país.

O que esperar

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Após a conclusão do desafio, os dados colhidos e as imagens da prova serão enviados para a análise final dos auditores internacionais para a certificação definitiva do título. Débora Simas agora deve passar por um período de recuperação intensiva sob cuidados médicos. A expectativa é que este novo recorde de 850 quilômetros permaneça como um desafio a ser batido por muitos anos, servindo de inspiração para novas gerações de ultramaratonistas brasileiros.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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