Delegada investigada por uso indevido de viatura amplia licença médica
Wanessa Santana Martins Vieira teve novo afastamento de 60 dias publicado no Diário Oficial. Caso envolve uso de carro oficial por marido em Minas Gerais.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 12:133 min de leitura

Afastamento da servidora ocorre em meio a processo administrativo que apura desvio de finalidade de patrimônio público no interior mineiro.
A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, alvo de investigações por suspeita de permitir que o cônjuge utilizasse veículos da corporação, teve sua licença médica renovada pela terceira vez consecutiva. A decisão, oficializada nesta quarta-feira (22), mantém a policial civil fora de suas funções operacionais enquanto o Conselho de Ética e a Corregedoria avançam na apuração das infrações cometidas no exercício do cargo.
Detalhes da renovação do afastamento
De acordo com a publicação oficial no Diário Oficial de Minas Gerais, a nova dispensa de saúde garante mais 60 dias de repouso para a delegada. Este é o terceiro período de ausência justificada desde que o escândalo veio à tona em março deste ano. Na ocasião, a servidora chegou a ser detida em uma operação que investigava o uso sistemático de uma viatura descaracterizada para fins estritamente particulares, fora do protocolo de segurança pública.
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O marido da policial, que não possui vínculo com as forças de segurança, foi flagrado conduzindo o automóvel oficial. As investigações da Polícia Civil indicam que o veículo era utilizado para deslocamentos rotineiros, o que configura, em tese, improbidade administrativa e peculato-uso. A defesa da delegada tem reiterado que os afastamentos médicos são necessários devido ao estado de saúde psicológica da profissional após o início do processo disciplinar.
O impacto na corregedoria e na corporação
O caso gerou forte repercussão interna na Segurança Pública de Minas Gerais, motivando um endurecimento na fiscalização do uso de frotas. A Corregedoria-Geral de Polícia mantém o inquérito sob sigilo, mas confirmou que a conduta de Wanessa Santana é considerada uma falta grave, podendo resultar na expulsão definitiva dos quadros da instituição. O uso da viatura pelo civil teria ocorrido em diversas datas registradas por sistemas de monitoramento.
Além da esfera administrativa, o casal responde judicialmente pelo episódio. A renovação constante das licenças, embora legalmente amparada por laudos periciais, é vista com cautela por especialistas em direito administrativo, pois suspende prazos cruciais para a conclusão de depoimentos presenciais. A Polícia Civil reforçou que todos os procedimentos seguem o devido processo legal e o amplo direito de defesa da investigada.
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Contexto
O episódio que originou a investigação ocorreu no primeiro trimestre de 2024, quando denúncias anônimas alertaram para a circulação de uma viatura em locais incompatíveis com o serviço policial. Na época, a prisão em flagrante do marido da delegada expôs a fragilidade no controle de chaves e registros de saída de veículos em delegacias do interior do estado. O fato de uma autoridade policial facilitar o acesso de terceiros a equipamentos de estado é tratado como uma violação direta do Estatuto do Servidor Público.
Historicamente, casos de desvio de finalidade envolvendo viaturas em Minas Gerais resultaram em punições rigorosas, incluindo a perda de estabilidade financeira e a demissão a bem do serviço público. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública tem investido na instalação de rastreadores via satélite para coibir que episódios como o de Wanessa Santana Martins Vieira voltem a comprometer a imagem da polícia mineira perante a sociedade.
Próximos passos
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Com o novo prazo de 60 dias, a delegada deverá passar por uma nova junta médica oficial ao final de julho para determinar se possui condições de retornar ao trabalho ou se o afastamento será convertido em aposentadoria por invalidez ou disponibilidade. Enquanto isso, o Ministério Público analisa as provas colhidas para decidir pelo oferecimento de denúncia criminal robusta contra os envolvidos no uso irregular do patrimônio público.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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