Deputada Lohanna França usa botão do pânico após soltura de agressor
A parlamentar mineira Lohanna França reforça segurança pessoal com botão do pânico após condenado por ameaças de morte e estupro migrar para regime semiaberto.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 10:273 min de leitura

Parlamentar reforça esquema de segurança pessoal após decisão judicial conceder liberdade monitorada a homem condenado por crimes de ódio.
A deputada estadual Lohanna França (PV) anunciou, durante pronunciamento oficial na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a adoção de medidas extremas de proteção individual, incluindo o uso de um botão do pânico. A decisão ocorre após a Justiça autorizar a progressão de pena de um homem condenado por enviar ameaças sistemáticas de estupro e morte contra a legisladora. O agressor deixou o regime fechado e agora circula com o auxílio de uma tornozeleira eletrônica.
Ameaças e progressão de pena
O caso, que tramita sob rigoroso acompanhamento das autoridades de segurança de Minas Gerais, ganhou novos contornos nesta semana com a soltura do autor das ameaças. Segundo o relato da deputada no plenário, a transição para o regime semiaberto impõe um risco iminente à sua integridade física. O dispositivo de segurança portado por Lohanna França está diretamente conectado ao monitoramento do agressor; caso ele rompa o perímetro de 200 metros de distância da parlamentar, um alerta é emitido imediatamente às forças policiais.
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Protocolos de segurança na ALMG
A utilização do botão do pânico é uma medida excepcional autorizada pela Polícia Legislativa e pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O equipamento permite que a deputada acione socorro imediato em qualquer localidade do estado. Durante sua fala em Belo Horizonte, a parlamentar ressaltou que a rotina de trabalho e a liberdade de circulação ficam severamente comprometidas quando o Estado não consegue garantir a custódia prolongada de indivíduos que atentam contra a vida de mulheres na política.
O impacto da violência política de gênero
Especialistas em segurança pública apontam que o caso de Lohanna França é um reflexo do aumento da violência política no Brasil. O uso da tecnologia de georreferenciamento para proteger autoridades vítimas de crimes de gênero tornou-se uma ferramenta necessária diante da agressividade das abordagens. A deputada enfatizou que, embora o monitoramento por tornozeleira eletrônica seja uma regra do sistema penal para a progressão de regime, a sensação de insegurança é constante, especialmente em agendas públicas no interior de Minas Gerais.
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Contexto
As ameaças contra a parlamentar começaram ainda no início de seu mandato, envolvendo mensagens de conteúdo violento e misógino enviadas por canais digitais. O suspeito foi identificado e preso após investigações da Polícia Civil, que comprovaram o planejamento de ataques coordenados. O fenômeno da violência contra parlamentares femininas tem levado a Assembleia Legislativa a debater protocolos mais rígidos de proteção, uma vez que Minas Gerais registra índices preocupantes de ataques virtuais que evoluem para perseguições físicas.
O que esperar
A equipe jurídica da deputada e a bancada do PV devem acompanhar de perto o cumprimento das medidas cautelares impostas ao agressor no regime semiaberto. Caso ocorra qualquer violação do perímetro de segurança ou tentativa de contato, a Justiça poderá revogar o benefício e determinar o retorno imediato do condenado ao sistema prisional. A parlamentar afirmou que continuará exercendo suas funções, mas sob vigilância constante e apoio técnico da Segurança Institucional.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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