Distrito Federal registra 31,3°C e tem o dia mais quente de 2024
Calor recorde e baixa umidade em Brasília marcam o início dos efeitos do El Niño. Termômetros atingiram 31,3°C e índices de ar caíram para níveis críticos.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 20:033 min de leitura

Capital federal entra em alerta após termômetros atingirem marca histórica e umidade despencar para níveis críticos de seca.
O Distrito Federal registrou, na tarde deste sábado (8), a temperatura mais alta do ano, alcançando a marca de 31,3°C. O recorde de calor foi acompanhado por uma queda severa na umidade relativa do ar, que atingiu o índice de 19%, colocando a região em estado de atenção. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a combinação de céu claro e baixa nebulosidade favoreceu o aquecimento rápido da superfície em diversas regiões administrativas.
Impacto climático e baixa umidade
A medição oficial aponta que a tarde de sábado superou todas as máximas registradas anteriormente em 2024. O clima seco, característico do inverno no Planalto Central, intensificou a sensação térmica de desconforto para os brasilienses. Com a umidade em 19%, a capital entrou na faixa considerada de risco pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda cuidados redobrados com a hidratação e a suspensão de atividades físicas ao ar livre nos horários de pico.
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Influência do fenômeno El Niño
Especialistas em meteorologia afirmam que as condições atuais são um reflexo direto do fenômeno El Niño, cujos efeitos já começam a ser sentidos de forma mais robusta no Centro-Oeste. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico altera o regime de ventos e chuvas, bloqueando frentes frias que poderiam amenizar as temperaturas no Distrito Federal. A tendência é que a massa de ar seco permaneça estacionada sobre a região, impedindo a formação de nuvens de chuva.
Recomendações das autoridades
Diante do cenário de calor extremo, a Defesa Civil reforçou os protocolos de segurança para a população. A orientação principal é o consumo abundante de água, além do uso de umificadores de ar e evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h. O risco de queimadas em áreas de vegetação nativa também aumenta consideravelmente com a umidade abaixo de 20%, exigindo vigilância constante do Corpo de Bombeiros Militar em todo o território do DF.
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Contexto
Historicamente, o período entre junho e setembro marca a estiagem severa na região central do Brasil. No entanto, a antecipação de marcas acima dos 31°C ainda no início do mês de junho acende um alerta sobre as mudanças climáticas globais. Em anos anteriores, picos de calor dessa magnitude eram mais comuns apenas no final do mês de agosto, o que demonstra uma alteração no padrão sazonal esperado para a Capital Federal.
O que esperar
A previsão para os próximos dias indica que o calorão deve continuar sem tréguas. A ausência de chuvas previstas para a próxima semana deve manter a umidade em níveis baixos, podendo chegar a marcas ainda mais alarmantes, próximas de 15%. A população deve se preparar para um inverno atípico, com temperaturas máximas oscilando entre 30°C e 32°C de forma persistente.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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