Dólar inicia semana sob pressão com foco no petróleo e cenário externo
Acompanhe a movimentação da moeda americana nesta segunda-feira, influenciada pela cotação das commodities e o desempenho do Ibovespa no mercado financeiro.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 10 de agosto de 2026 às 09:003 min de leitura

Mercado financeiro monitora valorização das commodities energéticas e mantém cautela após fechamento negativo da bolsa brasileira.
O dólar comercial abriu a sessão desta segunda-feira apresentando volatilidade, com investidores atentos à trajetória de alta nos preços internacionais do petróleo. O movimento ocorre após um fechamento de semana marcado por ajustes técnicos e uma tentativa de estabilização da moeda americana frente ao real, que encerrou a última sexta-feira (7) com uma queda de 0,46%, sendo comercializada a R$ 5,0835. O cenário global de oferta e demanda de energia volta a ser o fiel da balança para as economias emergentes neste início de jornada.
Impacto das commodities no câmbio
A valorização do barril de petróleo no mercado externo exerce influência direta sobre o fluxo de capitais no Brasil. Por ser um grande exportador da commodity, o país tende a se beneficiar da entrada de divisas, porém, a pressão inflacionária gerada pelos combustíveis eleva a aversão ao risco. Operadores do mercado financeiro destacam que a correlação entre o preço da energia e a cotação do dólar será o principal motor das negociações ao longo do dia, especialmente com a ausência de indicadores econômicos domésticos de grande peso na agenda matinal.
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Desempenho da Bolsa de Valores
Enquanto o câmbio busca um ponto de equilíbrio, o mercado acionário tenta se recuperar das perdas recentes. Na última sessão, o Ibovespa, principal índice da B3, registrou um recuo expressivo de 1,73%, fixando-se nos 172.513 pontos. A queda foi impulsionada pelo temor de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos, o que drena a liquidez de mercados como o brasileiro. Analistas apontam que a manutenção do índice acima de patamares críticos dependerá do apetite de investidores estrangeiros por papéis vinculados a recursos naturais.
O que dizem as autoridades
De acordo com o Banco Central, as intervenções no mercado de câmbio seguem o cronograma de necessidade de liquidez, sem sinalizações de novos leilões extraordinários para esta data. A autoridade monetária reforça que a flutuação da moeda é natural em um regime de câmbio livre, monitorando apenas excessos que possam comprometer a estabilidade do sistema financeiro. O foco dos diretores da instituição permanece na convergência da meta de inflação para o ano de 2024.
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Contexto
O cenário de incerteza fiscal e as tensões geopolíticas globais têm mantido o dólar em um patamar elevado nos últimos meses. A moeda americana, que chegou a testar níveis próximos aos R$ 5,20 em períodos de maior estresse, encontrou suporte na região dos R$ 5,08 após dados de emprego nos Estados Unidos virem mais fortes que o esperado, forçando uma reprecificação global de ativos.
Historicamente, o Brasil enfrenta desafios estruturais que tornam o real vulnerável a choques externos. A dependência de preços de exportação de produtos básicos faz com que o Ibovespa sofra variações bruscas sempre que há oscilações nos contratos futuros de Brent e WTI em Londres e Nova York.
O que esperar
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Para o restante do dia, a expectativa é de que o dólar mantenha uma trajetória de flutuação estreita, dependendo da confirmação da tendência de alta do petróleo nas bolsas internacionais. Investidores aguardam também por pronunciamentos de membros do Federal Reserve (Fed), que podem ditar o ritmo de valorização da moeda global frente aos pares de países desenvolvidos e em desenvolvimento.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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