Donald Trump articula candidatura de Gianni Infantino para o comando da ONU
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja que o atual líder da Fifa, Gianni Infantino, dispute a sucessão na Organização das Nações Unidas.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 19:303 min de leitura

Aproximação estratégica entre a Casa Branca e a cúpula do futebol mundial pode levar o atual presidente da Fifa ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou o desejo de que Gianni Infantino, atual mandatário da Fifa, dispute a eleição para se tornar o próximo chefe da Organização das Nações Unidas (ONU). A movimentação de bastidores, revelada nesta terça-feira (21), indica uma mudança significativa na geopolítica internacional, unindo a influência do esporte mais popular do planeta com a maior cadeira diplomática do mundo.
A aliança entre Trump e Infantino
A relação entre Donald Trump e o dirigente suíço-italiano se fortaleceu consideravelmente nos últimos anos, especialmente durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos como sede principal. Interlocutores afirmam que o perfil executivo de Gianni Infantino agrada ao republicano, que vê na gestão do futebol um modelo de eficiência que poderia ser replicado na estrutura burocrática da ONU.
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O apoio de Trump não é apenas simbólico, mas faz parte de uma estratégia para renovar as lideranças de organismos multilaterais. Durante eventos oficiais e encontros privados, o presidente norte-americano teria elogiado a capacidade de Infantino em negociar contratos bilionários e gerenciar crises globais, características que o tornariam, na visão de Washington, o nome ideal para substituir o atual comando das Nações Unidas.
O peso da Copa do Mundo na indicação
A vitrine do mundial de futebol em solo americano é o pano de fundo perfeito para essa articulação. Com a Copa do Mundo batendo recordes de arrecadação e visibilidade, a imagem de Gianni Infantino como um gestor global capaz de unir diferentes nações em torno de um objetivo comum ganhou força. Para o governo de Donald Trump, colocar um aliado no topo da ONU facilitaria a implementação de agendas econômicas e políticas externas prioritárias.
Fontes diplomáticas indicam que a indicação deve enfrentar resistência de blocos europeus e asiáticos, que tradicionalmente preferem nomes oriundos da carreira política ou diplomática estrita. No entanto, o poder de influência dos Estados Unidos no financiamento da ONU e o carisma de Infantino junto a federações de países em desenvolvimento podem equilibrar o jogo de forças em uma eventual votação na Assembleia Geral.
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Contexto
Historicamente, o cargo de secretário-geral da ONU é ocupado por figuras que buscam o consenso entre as potências do Conselho de Segurança. A entrada de um nome vindo de uma entidade privada como a Fifa seria um marco inédito em quase 80 anos de história da organização. A Fifa, sob o comando de Gianni Infantino desde 2016, passou por reformas estruturais profundas após escândalos de corrupção, o que é usado por seus defensores como prova de sua capacidade de saneamento institucional.
Além disso, o atual cenário de conflitos globais e polarização exige um líder que domine a arte da negociação financeira e política. O orçamento da ONU, que movimenta bilhões de dólares anualmente, guarda semelhanças operacionais com a máquina financeira do futebol, setor que Infantino demonstrou dominar ao expandir o torneio mundial para 48 seleções e aumentar as receitas televisivas de forma exponencial.
O que esperar
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Os próximos meses serão decisivos para medir a temperatura da candidatura. Espera-se que Donald Trump utilize as reuniões de cúpula internacionais para sondar outros chefes de Estado sobre a viabilidade do nome de Gianni Infantino. Caso a proposta avance, o mundo poderá presenciar uma das transições de carreira mais inusitadas da história moderna, levando o comando das quatro linhas para o centro das decisões humanitárias e de paz mundial.
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