Espírito Santo: Gestão Casagrande avança no ensino integral, mas segurança patina
Balanço das promessas de Renato Casagrande destaca expansão escolar e dificuldades em reduzir índices de violência para atingir metas de segurança nacional.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 10:053 min de leitura

Levantamento detalha o cumprimento de metas da gestão estadual capixaba no ensino público e os desafios na redução da criminalidade.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e seu vice, Ricardo Ferraço, apresentam um desempenho misto no cumprimento das promessas firmadas durante a campanha eleitoral de 2022. Enquanto a expansão das escolas em tempo integral avançou significativamente em diversas regiões do estado, o objetivo ambicioso de posicionar o território capixaba como o 5º estado mais seguro do Brasil ainda encontra obstáculos estatísticos e operacionais, não tendo sido atingido no prazo inicialmente previsto pela administração.
Expansão da rede de ensino integral
No setor educacional, o governo estadual conseguiu entregar resultados concretos em relação à infraestrutura e metodologia pedagógica. A meta de universalizar o acesso ao ensino em tempo integral foi tratada como prioridade, resultando na inauguração e adaptação de dezenas de unidades escolares. Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), o modelo foi levado a municípios do interior e da Grande Vitória, buscando reduzir a evasão escolar e melhorar o desempenho dos alunos no Ideb.
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O investimento em educação integral é visto pela gestão como um pilar de longo prazo para o desenvolvimento social. O plano de governo previa que a modalidade atingisse todos os 78 municípios capixabas, oferecendo não apenas disciplinas tradicionais, mas também atividades complementares, esportivas e técnicas. Até o momento, o cronograma de obras e a implementação de currículos diferenciados seguem dentro do esperado, consolidando uma das principais vitrines políticas de Renato Casagrande.
O desafio da segurança pública
Por outro lado, a área de segurança pública apresenta um cenário mais complexo. A promessa de colocar o Espírito Santo entre as cinco unidades da federação com menores índices de criminalidade do país ainda não se materializou nos rankings nacionais. Apesar da redução em alguns indicadores de crimes violentos letais intencionais, o estado ainda enfrenta picos de violência em bairros periféricos e disputas territoriais que impedem a ascensão no ranking de segurança nacional.
De acordo com dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), houve reforço no policiamento e investimentos em tecnologia de monitoramento, mas os números absolutos de homicídios e roubos ainda mantêm o estado distante do Top 5 nacional. O governo argumenta que a integração das forças policiais e o uso de inteligência são estratégias em curso, mas analistas apontam que a meta era excessivamente otimista para um único ciclo de gestão, considerando o histórico de violência urbana na Região Metropolitana.
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Contexto
O atual mandato de Renato Casagrande iniciou-se em janeiro de 2023, após uma vitória em segundo turno. O plano de governo protocolado na Justiça Eleitoral continha compromissos divididos em eixos sociais, econômicos e de infraestrutura. Historicamente, o Espírito Santo passou por crises severas na segurança pública na última década, incluindo paralisações policiais, o que torna a área um terreno de constante pressão política e social.
Na educação, o estado já vinha de uma trajetória de crescimento desde a gestão anterior, sendo reconhecido por bons índices de gestão fiscal que permitiram os aportes financeiros necessários para a manutenção das escolas de jornada estendida. O equilíbrio entre as contas públicas e a entrega de serviços básicos tem sido o tom do discurso de Ricardo Ferraço, que atua ativamente na articulação com o setor produtivo e prefeituras municipais.
O que esperar
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Para o restante do mandato, a expectativa é que o governo intensifique as operações de combate ao crime organizado para tentar aproximar os números da promessa de campanha. Na educação, o foco passa a ser a qualidade do ensino ofertado e a manutenção das estruturas já entregues. A sociedade civil e órgãos de controle continuam monitorando o cumprimento das metas previstas até o final de 2026.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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