Estelionatário é preso em São Luís ao tentar vender imóvel alheio

Homem de 47 anos utilizava contrato falso para negociar residência na capital maranhense e foi detido em flagrante pela Polícia Civil durante a fraude.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 13:463 min de leitura

Estelionatário é preso em São Luís ao tentar vender imóvel alheio
Resumo em 10 segundos

Ação policial bloqueia venda irregular de residência por meio de documentos falsificados na capital maranhense.

Um homem de 47 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Maranhão nesta semana, em São Luís, sob a acusação de estelionato. O suspeito foi surpreendido pelos agentes no exato momento em que tentava comercializar um imóvel de terceiros sem qualquer autorização legal. A operação ocorreu após investigações apontarem uma movimentação atípica em uma propriedade da região, resultando na interrupção imediata da transação fraudulenta.

Como o esquema operava

De acordo com a Polícia Civil, o investigado utilizava um contrato de compra e venda falso para ludibriar potenciais compradores e obter acesso físico à residência. Com o documento forjado em mãos, o homem se passava por proprietário ou representante legal da unidade, agendando visitas e apresentando os cômodos para as vítimas. O objetivo era fechar o negócio rapidamente, solicitando valores de entrada antes que a veracidade da documentação fosse verificada em cartório.

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O flagrante aconteceu enquanto o suspeito negociava os termos da venda com clientes interessados. Durante a abordagem, os policiais constataram que os papéis apresentados pelo homem possuíam indícios claros de falsificação, incluindo assinaturas e selos que não correspondiam aos registros oficiais. O indivíduo foi conduzido à delegacia, onde foi autuado pelo crime de estelionato, conforme previsto no Código Penal Brasileiro.

O que dizem as autoridades

Os investigadores da Delegacia de Defraudações informaram que o suspeito já estava sendo monitorado após denúncias sobre sua conduta suspeita no mercado imobiliário local. A polícia ressalta que o uso de contratos particulares sem o devido registro é uma tática comum em golpes desse tipo em São Luís. A agilidade na denúncia foi fundamental para que a equipe chegasse ao local antes que as vítimas transferissem qualquer quantia financeira para o criminoso.

A Secretaria de Segurança Pública reforça que o homem agia de forma audaciosa, aproveitando-se da boa-fé de quem buscava realizar o sonho da casa própria. O veículo utilizado pelo suspeito e os documentos falsos foram apreendidos e passarão por perícia técnica para identificar se houve a participação de outras pessoas ou se o esquema envolveu a falsificação de documentos públicos mais complexos.

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Contexto

O crime de estelionato imobiliário tem registrado ocorrências recorrentes em grandes centros urbanos do Nordeste. No Maranhão, as autoridades têm intensificado a fiscalização sobre corretores ilegais e transações realizadas fora de plataformas oficiais. Somente no último semestre, o setor de inteligência da polícia identificou diversas tentativas de vendas de terrenos e casas em áreas valorizadas de São Luís utilizando procurações e contratos de gaveta inexistentes.

Especialistas do setor jurídico orientam que, em qualquer transação imobiliária, é indispensável a checagem da matrícula atualizada do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis competente. Além disso, a verificação da identidade do vendedor e a consulta de certidões negativas de débitos são passos essenciais para evitar prejuízos que podem ultrapassar a casa dos centenas de milhares de reais.

Próximos passos

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O preso passará por uma audiência de custódia, onde a Justiça decidirá se ele responderá ao processo em liberdade ou se a prisão será convertida em preventiva. A Polícia Civil continuará as investigações para apurar se o homem faz parte de uma quadrilha especializada em fraudes imobiliárias ou se agia de forma isolada. Vítimas que porventura tenham negociado com o suspeito nos últimos meses são orientadas a procurar o distrito policial mais próximo para registrar a ocorrência.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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