Ex-funcionária é suspeita de desviar R$ 1 milhão de empresa em MG

Investigação aponta esquema de fraudes e transferências para familiares e prestadores de serviço. Suspeita teria pago até tatuagens com dinheiro desviado.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 17:033 min de leitura

Ex-funcionária é suspeita de desviar R$ 1 milhão de empresa em MG
Resumo em 10 segundos

Polícia Civil investiga esquema sofisticado de desvios financeiros que drenou recursos de caixa empresarial por meio de contas de terceiros.

Uma operação da Polícia Civil revelou um esquema de fraude financeira que resultou no prejuízo de quase R$ 1 milhão para uma empresa do setor privado. A principal suspeita é uma ex-funcionária que atuava no setor administrativo e teria manipulado o sistema de pagamentos da organização para beneficiar a si mesma, familiares e até prestadores de serviços pessoais. O crime, que vinha ocorrendo de forma continuada, foi descoberto após uma auditoria interna identificar inconsistências graves no fluxo de caixa da instituição.

Como o esquema operava

De acordo com as investigações preliminares, a mulher utilizava sua posição de confiança para realizar transferências bancárias fraudulentas. O dinheiro, que deveria ser destinado a fornecedores legítimos, era desviado para contas de laranjas, incluindo parentes próximos da investigada. O levantamento pericial aponta que o valor total subtraído se aproxima da marca de R$ 950 mil, montante acumulado ao longo de meses de operações ilícitas camufladas sob falsos registros contábeis.

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Além das transferências diretas, a suspeita utilizava os recursos da empresa para custear luxos e despesas pessoais rotineiras. Entre os gastos identificados pela Polícia, chamou a atenção o pagamento de tatuagens e outros procedimentos estéticos realizados por prestadores de serviço, que recebiam os valores diretamente da conta da companhia lesada. As autoridades acreditam que a facilidade no acesso às chaves de segurança bancária permitiu que a fraude passasse despercebida por um longo período.

O que dizem as autoridades

A Polícia Civil informou que o inquérito já identificou diversos beneficiários dos repasses ilegais. Os envolvidos que receberam as quantias podem ser indiciados por lavagem de dinheiro e receptação, caso fique provado que tinham conhecimento da origem ilícita dos valores. A ex-funcionária, por sua vez, deve responder pelos crimes de furto qualificado mediante abuso de confiança e fraude eletrônica, cujas penas somadas podem ultrapassar 10 anos de reclusão.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram recolhidos dispositivos eletrônicos e documentos que comprovam a movimentação atípica. A defesa da suspeita ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações, mas o Ministério Público já acompanha o caso para oferecer a denúncia formal assim que o relatório final da investigação for entregue. A empresa vítima do golpe reforçou seus protocolos de segurança digital e compliance após o incidente.

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Contexto

Casos de fraudes internas têm crescido no Brasil, especialmente em pequenas e médias empresas que não possuem sistemas rígidos de auditoria externa. Segundo dados de consultorias de segurança, o desvio de recursos por funcionários de confiança representa uma das maiores causas de falência e instabilidade financeira no setor corporativo. No estado de Minas Gerais, o número de ocorrências envolvendo crimes cibernéticos e fraudes administrativas apresentou uma alta de 15% no último ano.

A utilização de contas de laranjas é uma tática comum para tentar dificultar o rastreio do dinheiro pelas autoridades fiscais. No entanto, com o avanço das ferramentas de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a identificação de padrões de depósitos fracionados e transferências para terceiros sem lastro comercial tornou-se mais ágil, permitindo o bloqueio de bens dos envolvidos.

Próximos passos

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

A investigação agora entra na fase de rastreamento de ativos para tentar recuperar parte do montante desviado. A Justiça já autorizou o bloqueio de contas bancárias vinculadas à suspeita e aos familiares identificados no esquema. O objetivo principal das autoridades, além da punição criminal, é garantir o ressarcimento da empresa lesada, que estima um impacto significativo em suas operações para o ano de 2024 devido ao rombo financeiro.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Fique por dentro do nosso canal no WhatsApp Bs1.online

Compartilhar:

Comentários (0)

Entre para deixar um comentário.

Carregando...