Extração ilegal de minério termina com idosos presos em flagrante em MT

Polícia Civil interrompe operação clandestina de extração de cascalho em Santo Antônio de Leverger. Suspeitos foram detidos com maquinário pesado na região.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 18:373 min de leitura

Extração ilegal de minério termina com idosos presos em flagrante em MT
Resumo em 10 segundos

Operação policial interrompe retirada clandestina de minérios em área sem licenciamento ambiental no interior do Mato Grosso.

Uma ação coordenada pela Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de dois homens, de 62 e 64 anos, que operavam uma extração ilegal de cascalho no município de Santo Antônio de Leverger. O flagrante ocorreu no momento em que caminhões carregados com o material mineral deixavam a propriedade, evidenciando a continuidade do crime ambiental na região metropolitana de Cuiabá.

Flagrante e apreensão de maquinário

Durante a diligência, os agentes localizaram a frente de exploração em pleno funcionamento, sem qualquer placa de identificação ou autorização dos órgãos reguladores. De acordo com a Polícia Civil, a abordagem ocorreu no instante em que os veículos pesados iniciavam o transporte do insumo. A falta de licenciamento ambiental e da outorga necessária para a extração mineral configurou a ilegalidade imediata da operação, levando à detenção dos responsáveis que estavam no local.

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Os suspeitos foram conduzidos à delegacia, onde foram autuados por crimes contra o patrimônio da União e crimes ambientais. Após o registro da ocorrência e o depoimento formal, ambos efetuaram o pagamento de fiança estipulada pela autoridade policial. Com isso, os envolvidos obtiveram o direito de responder ao processo em liberdade, embora o maquinário e a área tenham sido alvo de restrições legais para impedir a continuidade da degradação.

Impactos da mineração clandestina

Investigações preliminares apontam que a retirada de cascalho ocorria de forma predatória, sem nenhum plano de recuperação de área degradada. A ausência de fiscalização técnica em locais como este em Santo Antônio de Leverger coloca em risco o ecossistema local e o lençol freático. A Delegacia Especializada do Meio Ambiente reforça que a extração de recursos minerais pertence à União e só pode ser realizada mediante concessão da Agência Nacional de Mineração (ANM).

O uso de equipamentos pesados e a movimentação constante de terra sem controle ambiental podem gerar erosões severas e o assoreamento de cursos d'água próximos. As autoridades agora buscam identificar quem seriam os compradores finais do material extraído ilegalmente, uma vez que o comércio de minério sem nota fiscal ou origem comprovada também configura infração gravíssima, sujeitando as empresas receptoras a sanções administrativas e penais conforme a Lei 9.605/98.

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Contexto

O estado de Mato Grosso tem intensificado o combate ao garimpo e à extração mineral irregular em diversas frentes. Somente no último ano, as apreensões de maquinário pesado utilizado em crimes ambientais cresceram significativamente, refletindo um esforço conjunto entre a Polícia Civil e órgãos de fiscalização estadual. A extração de cascalho, embora pareça menos ofensiva que a de metais preciosos, é um dos principais vetores de destruição de solo em áreas rurais próximas a centros urbanos.

A região de Santo Antônio de Leverger, por sua proximidade com a capital, torna-se um alvo estratégico para exploradores que tentam burlar a burocracia do licenciamento para baratear custos de obras civis. A fiscalização adverte que o custo social e ambiental dessas operações clandestinas supera drasticamente o valor de mercado do material comercializado sem as devidas garantias legais.

O que esperar

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Os dois homens responderão agora a um inquérito policial que deve ser relatado ao Ministério Público nos próximos dias. Caso condenados, as penas podem incluir detenção e multas pesadas para a reparação dos danos causados ao meio ambiente. A área permanecerá sob monitoramento para garantir que as atividades não sejam retomadas, enquanto a perícia técnica avalia a extensão exata do prejuízo ecológico causado pela retirada do cascalho.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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