Falso médico é investigado por atender criança com câncer cerebral no Rio
Caso envolvendo tumor de alto risco e exercício ilegal da medicina mobiliza autoridades no Rio de Janeiro após denúncia de mãe de paciente oncológica.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 19:273 min de leitura

Polícia Civil apura atuação de impostor que teria prestado assistência médica a menina diagnosticada com neoplasia maligna grave.
Uma família do Rio de Janeiro vive momentos de angústia e revolta após a descoberta de que uma criança com um tumor cerebral de alto risco foi atendida por um profissional que exercia a medicina de forma ilegal. A paciente, cuja identidade é preservada, luta pela vida desde abril de 2023, quando o diagnóstico da doença foi confirmado, passando a maior parte do tempo acamada devido à agressividade do quadro clínico e dos sintomas neurológicos.
A descoberta da fraude e o impacto no tratamento
A investigação aponta que o suspeito teria se passado por médico para realizar o acompanhamento da menor, aproveitando-se da vulnerabilidade da família diante da gravidade do câncer no cérebro. Segundo relatos da mãe da vítima, a criança apresenta um quadro de extrema debilidade, permanecendo restrita ao leito enquanto enfrenta o avanço da enfermidade. A suspeita sobre a qualificação do profissional surgiu após inconsistências em condutas técnicas e na verificação de registros profissionais junto aos conselhos de classe.
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A gravidade do quadro clínico
O tumor enfrentado pela menina é classificado como de alto risco, exigindo intervenções precisas de neurocirurgia e oncologia pediátrica. Especialistas alertam que o atendimento por pessoas sem a devida formação acadêmica pode retardar o tratamento adequado e agravar as sequelas em pacientes oncológicos. A mãe relatou que, desde a descoberta da patologia no ano passado, a rotina da família foi transformada em uma batalha diária pela sobrevivência, agora marcada pelo trauma da possível negligência e falsidade ideológica.
Atuação das autoridades policiais
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para apurar o crime de exercício ilegal da medicina, previsto no Artigo 282 do Código Penal. Os agentes buscam identificar se outras famílias foram vítimas do mesmo indivíduo e qual a extensão dos danos causados à saúde da criança. Documentos médicos e receitas assinadas pelo suspeito estão sendo analisados pela perícia para consolidar as provas que podem levar à prisão preventiva do envolvido.
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Contexto
Casos de falsos médicos têm gerado alerta nas secretarias de saúde de todo o Brasil. Somente nos últimos meses, diversas operações foram deflagradas para desarticular esquemas de profissionais que utilizam registros de terceiros (CRM) para atuar em clínicas e hospitais. A fiscalização rigorosa é fundamental, especialmente em casos de alta complexidade, onde qualquer erro de dosagem ou diagnóstico pode ser fatal para pacientes imunossuprimidos ou com doenças degenerativas.
Próximos passos
A defesa da família aguarda a conclusão dos laudos periciais para ingressar com ações nas esferas cível e criminal. Enquanto isso, a prioridade permanece no suporte médico especializado para tentar reverter as complicações do tumor. O Ministério Público deve acompanhar o caso para garantir que a punição seja aplicada com rigor, servindo de exemplo contra a exploração da fé e do desespero de pais em busca de cura para seus filhos.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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