Família em Rio Claro vive sob temor de desabamento após rompimento de adutora
Moradores do bairro Jardim das Palmeiras relatam rachaduras graves e instabilidade estrutural em imóvel após acidente com rede de água no interior de SP.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 14:473 min de leitura

Rompimento de tubulação de grande porte compromete estrutura de residência e gera disputa judicial por indenização e segurança em Rio Claro.
Uma família residente no bairro Jardim das Palmeiras, em Rio Claro, no interior de São Paulo, enfrenta uma rotina de medo e incertezas após um grave incidente envolvendo a rede de abastecimento local. O rompimento de uma adutora de grande porte, ocorrido há alguns meses, teria desestabilizado o solo e provocado rachaduras profundas em diversas paredes e no piso do imóvel, levando os moradores a questionarem a segurança da edificação.
Impactos na estrutura do imóvel
As proprietárias do imóvel relatam que o problema começou imediatamente após o vazamento volumoso de água na via pública. Segundo as moradoras, o impacto da pressão hídrica e a infiltração repentina no terreno causaram estalos audíveis e o surgimento de fendas que se espalharam pela sala, quartos e área externa. A situação é descrita como desesperadora, uma vez que a residência é o único bem da família e o temor de um desabamento repentino impede que os ocupantes tenham uma noite de sono tranquila.
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O que dizem as autoridades
O Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) de Rio Claro confirmou a ocorrência do rompimento na rede, mas apresenta uma versão técnica divergente sobre a gravidade imediata. Em nota oficial, a autarquia municipal afirmou que realizou vistorias no local e que, no momento, não há risco iminente de ruptura total da estrutura. O órgão ressalta que o caso agora está sob análise do Poder Judiciário, que deverá determinar o nexo causal entre o acidente e os danos, além de definir os valores de uma possível indenização.
Impasse e prejuízos acumulados
Enquanto a decisão judicial não é proferida, a família afirma que a estrutura continua a ceder de forma lenta e gradual. Profissionais de engenharia civil consultados pela reportagem explicam que o solo saturado por rompimentos de adutoras pode sofrer o que chamam de recalque de fundação, um processo onde a base da casa se movimenta de forma desigual. Para as vítimas, a demora na resolução do conflito e a falta de uma reforma emergencial custeada pelo setor público representam uma violação do direito à moradia segura.
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Contexto
O município de Rio Claro tem registrado episódios pontuais de problemas em sua malha de distribuição de água, muitos deles causados pelo desgaste natural de tubulações antigas. Em casos de danos a terceiros provocados por infraestrutura pública, a responsabilidade civil do Estado ou autarquias é, em regra, objetiva, o que significa que o órgão deve reparar o dano causado independentemente de culpa, desde que comprovado que o vazamento foi o gerador das rachaduras.
Próximos passos
Aguardando uma perícia técnica judicial definitiva, a família permanece no imóvel por falta de alternativa financeira para custear um aluguel. O processo segue em tramitação no Fórum de Rio Claro, onde peritos deverão avaliar se a casa ainda possui condições de habitabilidade ou se a interdição definitiva pela Defesa Civil será necessária para preservar as vidas dos ocupantes.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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