Febre maculosa: SP registra 18 mortes em 2026 e alerta para surto

Estado de São Paulo atinge marca de 18 óbitos por febre maculosa em 2026. Autoridades sanitárias monitoram focos em Piracicaba, Campinas e outras regiões.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 22 de julho de 2026 às 13:483 min de leitura

Febre maculosa: SP registra 18 mortes em 2026 e alerta para surto
Resumo em 10 segundos

Avanço da doença transmitida pelo carrapato-estrela coloca autoridades sanitárias em alerta máximo após confirmação de óbitos em múltiplas regiões paulistas.

O estado de São Paulo contabiliza, até o momento, 18 mortes decorrentes da febre maculosa no ano de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, os casos fatais foram registrados em áreas consideradas críticas para a circulação da bactéria *Rickettsia rickettsii*, transmitida principalmente pela picada do carrapato-estrela. O monitoramento epidemiológico aponta que a maioria das vítimas teve contato com áreas de mata ou gramados em perímetros urbanos e rurais.

Localização dos focos infecciosos

As investigações conduzidas pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) identificaram que os prováveis locais de infecção estão concentrados em cinco áreas estratégicas do território paulista. As regiões de Piracicaba e Campinas continuam apresentando a maior incidência de casos, seguidas de perto por áreas de influência em Sorocaba. A presença do vetor em parques públicos e margens de rios tem sido o principal fator de risco para a população local.

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Além do interior, a doença avançou sobre zonas metropolitanas e o Vale do Paraíba. Registros oficiais confirmam que moradores de Santo André, no Grande ABC, e de São José dos Campos também foram vítimas da enfermidade. A dispersão geográfica preocupa especialistas, uma vez que a febre maculosa era historicamente mais comum em zonas rurais, mas agora apresenta forte presença em cinturões verdes de grandes centros urbanos.

Sintomas e resposta das autoridades

O protocolo de atendimento nas unidades de saúde foi reforçado para garantir que pacientes com sintomas iniciais como febre alta, dor de cabeça intensa e manchas avermelhadas na pele recebam o tratamento antibiótico precocemente. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), a letalidade da doença é extremamente alta quando o diagnóstico não ocorre nos primeiros cinco dias após o surgimento dos sinais clínicos, o que explica o número elevado de óbitos em 2026.

Equipes de zoonoses intensificaram a instalação de placas de aviso em locais com presença confirmada de capivaras e cavalos, que são os principais hospedeiros dos carrapatos. Em Campinas, por exemplo, o acesso a determinadas áreas de preservação foi restrito temporariamente para a realização de manejo ambiental e aplicação de produtos específicos para controle da população de aracnídeos, visando conter o avanço do surto epidemiológico.

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Contexto

A febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda que, se não tratada, pode evoluir para quadros graves de insuficiência orgânica. No estado de São Paulo, a convivência entre áreas residenciais e habitats naturais tem facilitado a exposição humana ao vetor. Nos últimos dez anos, o estado tem liderado as estatísticas nacionais de casos e mortes, impulsionado pelo desequilíbrio ambiental e pelo aumento da população de animais silvestres em áreas de lazer público.

Historicamente, o período entre os meses de maio e novembro é o mais perigoso, devido ao ciclo de vida do carrapato, que se encontra em fases menores e de difícil visualização, conhecidas como micuins. No entanto, o registro de 18 mortes já nos primeiros trimestres de 2026 indica que a janela de transmissão pode estar se estendendo devido às mudanças climáticas e alterações nos regimes de chuvas no Sudeste brasileiro.

O que esperar

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

A expectativa das autoridades de saúde é que os números possam subir caso a população não adote medidas preventivas rigorosas ao frequentar áreas de risco. Campanhas de conscientização serão intensificadas nas redes de ensino e em parques estaduais, enquanto o governo de São Paulo estuda a viabilidade de novas estratégias de controle biológico. A recomendação primordial permanece o uso de roupas claras e calçados fechados em áreas de vegetação, além da inspeção minuciosa do corpo a cada três horas.

Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

Publicidade BS1

Anuncie no BS1 e alcance milhares de leitores

WhatsApp

Fique por dentro do nosso canal no WhatsApp Bs1.online

Compartilhar:

Comentários (0)

Entre para deixar um comentário.

Carregando...