Feminicida que ocultou corpo em geladeira é preso em Foz do Iguaçu
Homem foragido por crime brutal no Rio de Janeiro é localizado pela polícia no Paraná após meses de busca. Entenda os detalhes da operação e do caso.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 16:273 min de leitura

Suspeito de cometer crime brutal em Rio das Ostras foi localizado em região de fronteira após meses de monitoramento policial.
As forças de segurança efetuaram a prisão de Renan de Lorena Rem de Jesus, de 32 anos, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. O homem era considerado foragido da Justiça desde setembro de 2024, sob a acusação de ter assassinado sua companheira e ocultado o cadáver dentro de uma geladeira no estado do Rio de Janeiro. A captura ocorreu após um trabalho conjunto de inteligência que rastreou o paradeiro do investigado na região oeste paranaense.
Detalhes da prisão no Paraná
A localização de Renan de Lorena foi possível graças ao cruzamento de dados entre as polícias civis de diferentes estados. O suspeito estava escondido em uma área estratégica de Foz do Iguaçu, cidade que faz fronteira com o Paraguai e a Argentina, o que levantou a hipótese de uma tentativa de fuga para o exterior. No momento da abordagem, o indivíduo não ofereceu resistência e foi imediatamente conduzido para a unidade policial local, onde aguarda os trâmites para a transferência para o sistema penitenciário fluminense.
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O crime em Rio das Ostras
O caso que chocou a Região dos Lagos teve início quando o corpo da vítima foi encontrado em condições degradantes no interior de uma residência em Rio das Ostras. De acordo com as investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o crime foi tipificado como feminicídio, apresentando requintes de crueldade. O agressor teria utilizado uma geladeira para esconder os vestígios do homicídio, tentando evitar que o odor e a presença do corpo alertassem vizinhos e autoridades durante sua fuga.
Investigação e motivação
Durante o período em que esteve foragido, o nome de Renan figurava nos sistemas de alerta da segurança pública. Depoimentos colhidos ao longo do inquérito indicam que o relacionamento era marcado por episódios de violência doméstica, culminando no desfecho trágico em setembro. A perícia técnica realizada no local do crime na época foi fundamental para embasar o pedido de prisão preventiva, uma vez que as evidências apontavam diretamente para a autoria do companheiro da vítima.
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Contexto
O estado do Rio de Janeiro tem registrado índices alarmantes de violência contra a mulher. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que o crime de feminicídio muitas vezes é precedido por um ciclo de abusos que não chega a ser denunciado formalmente. A ocultação de cadáver, como vista neste caso de Rio das Ostras, é uma qualificadora que aumenta drasticamente a pena prevista no Código Penal Brasileiro, dificultando a progressão de regime para o condenado.
Próximos passos
O Poder Judiciário deve autorizar nos próximos dias o recambiamento de Renan de Lorena Rem de Jesus para uma unidade prisional no Rio de Janeiro. Lá, ele deverá ser interrogado formalmente sobre as circunstâncias da morte e a motivação exata do crime. A defesa do acusado ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações, e o processo segue em segredo de justiça para preservar detalhes sensíveis das investigações em curso.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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