Feminicídio em Jundiá: Mulher é assassinada pelo ex-marido em Alagoas
Leiliane Maria Tributino, de 33 anos, foi morta dentro de casa em Jundiá, interior de Alagoas. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 08 de agosto de 2026 às 12:103 min de leitura

Violência doméstica choca o interior alagoano após vítima ser atacada fatalmente dentro de sua própria residência.
A pacata cidade de Jundiá, situada no interior de Alagoas, foi palco de um crime brutal que vitimou Leiliane Maria Tributino, de 33 anos. O assassinato ocorreu no interior da residência da vítima, e o principal suspeito apontado pelas investigações preliminares é o seu ex-marido, identificado apenas como Jonathan. O caso, que apresenta fortes indícios de feminicídio, mobilizou as forças de segurança da região e causou grande comoção entre os moradores da localidade.
Detalhes do crime e diligências policiais
De acordo com informações colhidas pela Polícia Militar, o crime aconteceu de forma repentina, sem que a vítima tivesse chances de defesa imediata. Leiliane Maria Tributino, que era natural da cidade vizinha de Jacuípe, residia em Jundiá e já teria enfrentado episódios de tensão no relacionamento anterior. O suspeito, Jonathan, teria invadido o imóvel e efetuado o ataque antes de fugir do local, tomando rumo desconhecido pelas autoridades que atenderam a ocorrência no interior alagoano.
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Equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para realizar a perícia no local e a remoção do corpo. A cena do crime foi isolada para que os peritos pudessem coletar evidências que ajudem a confirmar a dinâmica do assassinato. A Polícia Civil de Alagoas já iniciou a oitiva de testemunhas e familiares para traçar o histórico de violência que culminou na morte da mulher de 33 anos.
A busca pelo suspeito e motivação
As autoridades policiais intensificaram as buscas em toda a região norte do estado para localizar Jonathan. Até o momento, o paradeiro do ex-marido permanece incerto, mas a Delegacia Regional responsável pelo caso trabalha com a hipótese de crime passional, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. Relatos de vizinhos indicam que o clima de insegurança tomou conta do bairro, uma vez que a vítima era descrita como uma pessoa trabalhadora e muito ligada à família em Jacuípe.
O crime reforça os números alarmantes de violência contra a mulher no estado de Alagoas. Agentes de segurança pública destacam que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito pode ser fornecida de forma anônima através do Disque Denúncia 181. A colaboração da população é considerada fundamental para que o autor do crime seja detido e responda perante o Poder Judiciário pelo ato de extrema violência cometido contra a ex-companheira.
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Contexto
O estado de Alagoas tem registrado índices preocupantes de violência doméstica nos últimos anos. Municípios de pequeno porte, como Jundiá e Jacuípe, muitas vezes carecem de delegacias especializadas de atendimento à mulher, o que dificulta a aplicação de medidas protetivas eficazes. Em 2023, o estado implementou novas diretrizes de monitoramento para casos de risco, mas a tragédia envolvendo Leiliane Maria Tributino demonstra que o ciclo de violência ainda faz vítimas fatais.
A vítima, que completaria nova idade em breve, engrossa as estatísticas de mulheres que perdem a vida nas mãos de parceiros ou ex-parceiros. A cidade de Jacuípe, onde ela nasceu, decretou luto informal, com amigos e parentes prestando homenagens nas redes sociais e cobrando por Justiça. O caso segue sob sigilo parcial para não comprometer as diligências que visam capturar o agressor.
Próximos passos
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A investigação agora se concentra em analisar o histórico de possíveis denúncias anteriores feitas por Leiliane contra o agressor. A Polícia Civil aguarda os laudos periciais definitivos para concluir o inquérito e solicitar a prisão preventiva de Jonathan ao tribunal competente. O sepultamento da vítima deve ocorrer em sua cidade natal, sob forte clima de revolta e pedidos por políticas públicas mais severas contra o feminicídio.
Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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