Fenasucro & Agrocana implementa monitoramento rigoroso de emissões
A maior feira de bioenergia do mundo, Fenasucro & Agrocana, adota protocolo internacional para zerar impactos ambientais e gerir resíduos em Sertãozinho.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 18:023 min de leitura

Evento líder mundial em bioenergia estabelece novas métricas de sustentabilidade para monitorar pegada de carbono e gestão de resíduos sólidos.
A Fenasucro & Agrocana, reconhecida como a maior vitrine global de tecnologia sucroenergética, anunciou a implementação de um sistema robusto de controle ambiental para sua próxima edição em Sertãozinho, no interior de São Paulo. A organização confirmou que utilizará a metodologia do GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol) para quantificar as emissões de gases de efeito estufa durante todas as etapas do evento, desde a montagem até o encerramento das atividades.
Rigor no monitoramento de carbono
A decisão de adotar o GHG Protocol coloca o evento em um novo patamar de governança climática. Esta ferramenta, utilizada pelas maiores corporações do planeta, permitirá que a organização identifique as principais fontes de poluição atmosférica geradas pelo fluxo de visitantes e expositores. O foco central é a mitigação do impacto ambiental em uma região que é o coração produtivo de etanol e açúcar do Brasil, reforçando o compromisso do setor com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.
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Gestão estratégica de resíduos sólidos
Além do controle de emissões, a feira estabeleceu um plano de manejo integral para os materiais gerados. O processo de gestão será dividido em três fases críticas: a montagem das estruturas, o período de realização da feira e a desmontagem final. A meta é garantir que a maior parte dos resíduos, como metais, madeiras e plásticos, seja encaminhada para cooperativas de reciclagem ou receba o descarte adequado, evitando que toneladas de materiais sobrecarreguem os aterros sanitários da Região Metropolitana de Ribeirão Preto.
Eficiência operacional e sustentabilidade
De acordo com a coordenação do evento, a iniciativa busca transformar a Fenasucro & Agrocana em um modelo de evento sustentável para o agronegócio nacional. A implementação dessas práticas responde a uma demanda crescente de investidores e empresas que buscam selos de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa). A expectativa é que a transparência na divulgação dos dados ambientais atraia ainda mais parcerias internacionais e empresas focadas em tecnologias limpas, consolidando o Brasil como líder na transição energética global.
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Contexto
Historicamente, grandes eventos setoriais enfrentam o desafio de equilibrar o volume de negócios com a preservação ambiental. A Fenasucro & Agrocana movimenta anualmente bilhões de reais em transações comerciais e atrai profissionais de mais de 40 países. A adoção de protocolos internacionais de sustentabilidade não é apenas uma escolha ética, mas uma necessidade estratégica para manter a relevância em um mercado que exige cada vez mais responsabilidade socioambiental das cadeias produtivas de biocombustíveis.
O que esperar
Com a aplicação dessas novas diretrizes, o setor espera colher resultados práticos já no primeiro relatório de sustentabilidade pós-evento. A organização planeja utilizar os dados coletados para criar metas de redução de danos ainda mais ambiciosas para as edições de 2025 e 2026. O sucesso dessa metodologia poderá servir de guia para outras feiras do agronegócio brasileiro, elevando o padrão de exigência para fornecedores e prestadores de serviço que atuam no segmento de bioenergia.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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