Esporte

Figueirense vive clima de incerteza após novas promessas salariais

Crise financeira no Figueirense gera ceticismo entre jogadores. Túlio Guerreiro revela desconfiança do elenco sobre o pagamento de salários atrasados no clube.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 11:293 min de leitura

Figueirense vive clima de incerteza após novas promessas salariais
Resumo em 10 segundos

Lideranças do elenco manifestam pessimismo diante de novo cronograma para regularização de débitos trabalhistas no Furacão do Estreito.

O ambiente interno no Figueirense permanece sob forte tensão nesta terça-feira após a diretoria sinalizar um novo prazo para a quitação dos salários atrasados. O ex-jogador e atual membro do departamento de futebol, Túlio Guerreiro, confirmou que o grupo de atletas não demonstra confiança nas garantias oferecidas pela cúpula do clube. A crise financeira, que se arrasta por meses em Florianópolis, atinge tanto os jogadores quanto os funcionários administrativos do Estádio Orlando Scarpelli.

Desconfiança no vestiário

De acordo com as declarações de Túlio Guerreiro, a sucessão de promessas não cumpridas desgastou a relação entre o elenco e a gestão. O dirigente destacou que os jogadores não estão confiantes de que o dinheiro entrará nas contas conforme o planejado. O clima de incerteza impacta diretamente o rendimento técnico, uma vez que o grupo lida com a falta de previsibilidade sobre os pagamentos de direitos de imagem e salários em carteira.

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O posicionamento oficial do clube deve ser detalhado ainda hoje, mas a resistência dos profissionais é evidente. Guerreiro reforçou que o papel da gestão agora é tentar recuperar a credibilidade perdida, embora reconheça que apenas o depósito bancário será capaz de pacificar o vestiário. No momento, o clube busca fontes de receita extraordinárias para estancar a crise que ameaça a estabilidade institucional na temporada 2024.

Impacto na gestão e no campo

A diretoria do Figueirense trabalha contra o tempo para evitar medidas mais drásticas, como paralisações ou processos na Justiça do Trabalho. A situação financeira delicada é um reflexo de dívidas acumuladas que superam os milhões de reais, dificultando o fluxo de caixa operacional. Enquanto os gestores buscam investidores, os atletas mantêm a rotina de treinos, mas sob o peso da inadimplência que afeta o sustento de diversas famílias ligadas ao Alvinegro.

Especialistas em gestão esportiva apontam que a falta de transparência tem sido o principal entrave para a resolução do conflito. A fala de Túlio Guerreiro expõe uma ferida aberta no clube, indicando que a comunicação interna faliu. Sem um aporte financeiro imediato, o Figueirense corre o risco de perder peças importantes do elenco, que podem solicitar a rescisão contratual indireta devido aos atrasos superiores a três meses.

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Contexto

O Figueirense atravessa um dos períodos mais conturbados de sua história centenária. Após o rebaixamento e as dificuldades na Série C, o clube tenta se reestruturar através de um modelo de gestão que ainda não trouxe os resultados financeiros esperados. A pressão da torcida organizada e de conselheiros aumenta a cada semana, exigindo uma solução definitiva para o passivo trabalhista que sufoca as finanças catarinenses.

Historicamente, o futebol brasileiro tem enfrentado desafios com a transição para modelos de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), e no caso do time de Santa Catarina, o processo de recuperação judicial e a busca por novos parceiros financeiros têm sido lentos. A instabilidade administrativa reflete o cenário de muitos clubes tradicionais que lutam para manter as contas em dia diante de receitas decrescentes e dívidas estruturais.

Próximos passos

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A expectativa é que a diretoria apresente uma planilha detalhada de pagamentos nas próximas horas. Caso os valores não sejam creditados conforme o novo cronograma, o elenco não descarta medidas coletivas para chamar a atenção para o problema. O monitoramento da Justiça do Trabalho e dos sindicatos da categoria será determinante para o desfecho desta crise no Estreito.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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