Filha descobre morte da mãe no Anel Rodoviário após ligação de funerária
Anderci Pereira da Silva, de 51 anos, foi vítima de atropelamento fatal. Família denuncia negligência na investigação e demora no início do inquérito policial.
Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 07 de agosto de 2026 às 17:193 min de leitura
Família de Anderci Pereira da Silva aponta falhas graves na comunicação oficial e demora de autoridades para iniciar as investigações do acidente fatal.
Uma tragédia ocorrida na madrugada de 16 de julho no Anel Rodoviário ganhou contornos de drama e indignação para os familiares de Anderci Pereira da Silva, de 51 anos. A vítima foi morta após ser atingida por um veículo em circunstâncias que ainda carecem de esclarecimento. O caso tomou um rumo atípico quando a filha da vítima recebeu a notícia do falecimento não por meio de órgãos oficiais de segurança, mas através do contato telefônico de uma empresa funerária, gerando revolta sobre o protocolo de notificação de óbitos no estado.
Detalhes do incidente e a descoberta
O atropelamento aconteceu em um dos trechos mais perigosos do Anel Rodoviário, via conhecida pelo alto índice de acidentes graves. Segundo relatos da família, o corpo de Anderci foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) sem que nenhum parente fosse imediatamente avisado pela Polícia Civil ou pela Polícia Militar. A filha da vítima apenas tomou conhecimento da perda horas depois, quando funcionários de uma funerária ligaram oferecendo serviços de sepultamento, baseando-se em informações colhidas extraoficialmente.
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Morosidade nas investigações
A busca por justiça tem sido marcada por obstáculos burocráticos. A família sustenta que o inquérito para apurar as responsabilidades do atropelamento só foi efetivamente aberto após a intervenção direta de advogadas contratadas pelos parentes. De acordo com a defesa, houve uma lacuna de tempo considerável entre o óbito e os primeiros procedimentos investigativos, o que pode ter prejudicado a coleta de provas periciais no local do crime e a identificação de possíveis câmeras de monitoramento que tivessem registrado o veículo envolvido.
O que dizem as autoridades
Questionada sobre o procedimento, a Polícia Civil informou que os protocolos de identificação e notificação seguem fluxos estabelecidos, mas que irá apurar se houve falha na comunicação deste caso específico. O condutor do veículo que atingiu Anderci ainda não teve sua identidade divulgada oficialmente, e a polícia trabalha para determinar se houve omissão de socorro ou se o motorista permaneceu no local para prestar assistência à vítima de 51 anos.
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Contexto
O Anel Rodoviário é historicamente um dos pontos críticos da infraestrutura urbana, registrando centenas de acidentes anualmente. A falta de passarelas em pontos estratégicos e a iluminação deficitária são reclamações constantes de pedestres que precisam atravessar a via. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que a via concentra uma parcela significativa das mortes por atropelamento na região metropolitana, evidenciando a urgência de intervenções estruturais e maior fiscalização de velocidade.
Próximos passos
A família de Anderci Pereira da Silva aguarda agora o acesso ao boletim de ocorrência completo e aos laudos da perícia técnica. As advogadas que representam os parentes pretendem solicitar imagens de empresas próximas ao local do acidente ocorrido em 16 de julho para tentar identificar o modelo e a placa do automóvel. O objetivo é garantir que o responsável responda criminalmente pela morte, enquanto cobram transparência sobre o vazamento de dados para empresas funerárias antes da notificação familiar.
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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE
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