Polícia

Filho de vereador é morto a tiros em praia no Tocantins; suspeito é policial

Luciano Ferreira da Silva, de 28 anos, foi baleado enquanto trabalhava em Couto Magalhães. O autor dos disparos é um policial civil que estava de folga.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 21 de julho de 2026 às 13:243 min de leitura

Filho de vereador é morto a tiros em praia no Tocantins; suspeito é policial
Resumo em 10 segundos

Crime em área de lazer durante o expediente de trabalho gera comoção e cobrança por justiça no interior do estado.

Um crime violento chocou os frequentadores da Praia de Porto Franco, em Couto Magalhães, no último final de semana. A vítima, Luciano Ferreira da Silva, de 28 anos, foi atingida por disparos de arma de fogo enquanto exercia sua função de garçom no local. O principal suspeito do homicídio é um policial civil, que não estava em serviço no momento do ocorrido. O caso ganha contornos políticos e sociais, uma vez que o jovem era filho de um vereador da região.

Dinâmica do ocorrido na praia

Testemunhas relataram que o ambiente estava movimentado quando os tiros foram ouvidos, causando pânico generalizado entre os banhistas. Luciano Ferreira da Silva estava atendendo clientes na faixa de areia da Praia de Porto Franco quando foi surpreendido pelo agressor. De acordo com informações preliminares colhidas no local, houve uma breve interação antes dos disparos, mas as motivações exatas do crime ainda estão sob sigilo de investigação pela Polícia Civil do Tocantins.

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Procedimentos legais e liberação do suspeito

Após o episódio, o policial civil envolvido apresentou-se voluntariamente em uma unidade policial para prestar esclarecimentos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o agente foi devidamente ouvido pela autoridade de plantão. No entanto, por ter se apresentado espontaneamente e, conforme os protocolos do Código de Processo Penal, o homem foi liberado para responder ao processo em liberdade, o que gerou revolta entre familiares e amigos da vítima em Couto Magalhães.

Perfil da vítima e luto local

A morte de Luciano interrompeu a trajetória de um jovem conhecido na comunidade por sua dedicação ao trabalho. Ele era filho do vereador Luciano da Autoescola, figura política ativa na região do Vale do Araguaia. A prefeitura da cidade e a câmara municipal emitiram notas de pesar, destacando a tragédia que abala a segurança pública local. O corpo do jovem foi sepultado sob forte clima de protesto, com pedidos de que a condição de policial do autor não interfira no rigor da lei.

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Contexto

Episódios envolvendo agentes de segurança em momentos de folga têm sido monitorados com rigor pelas corregedorias estaduais. No Tocantins, o uso de armas particulares ou da corporação fora do horário de serviço é regulamentado, e qualquer desvio de conduta exige a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). O caso de Couto Magalhães reacende o debate sobre o controle psicológico e a conduta ética de servidores armados em locais de grande aglomeração pública.

Próximos passos

A investigação agora se concentra na coleta de depoimentos de outras testemunhas e na análise de possíveis imagens de monitoramento que possam ter registrado o momento dos disparos. A Corregedoria da Polícia Civil confirmou que abriu um inquérito interno para apurar a conduta do agente, que pode resultar na sua expulsão da força policial, além das sanções penais previstas para o crime de homicídio qualificado.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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