Flor Ribeirinha disputa título mundial de folclore em Istambul

Grupo cuiabano representa o Brasil na 27ª edição do Mundial de Folclore na Turquia, buscando consolidar o protagonismo do siriri e cururu no cenário global.

Por Jornalista Diego Sousa - MTB 0005226/CE· 20 de julho de 2026 às 19:183 min de leitura

Flor Ribeirinha disputa título mundial de folclore em Istambul
Resumo em 10 segundos

Tradição cuiabana busca o topo do mundo em competição internacional de danças populares na Turquia.

O prestigiado grupo folclórico Flor Ribeirinha, originário da comunidade de São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá, desembarcou nesta semana em Istambul para representar o Brasil na 27ª edição do Mundial de Folclore. A delegação mato-grossense, reconhecida pela preservação das raízes regionais, enfrenta competidores de dezenas de nações em um dos festivais mais rigorosos do calendário cultural europeu e asiático.

A força do siriri no cenário global

Com figurinos vibrantes e a energia característica do Centro-Oeste, o grupo apresenta um espetáculo focado na valorização do siriri e do cururu. A participação na Turquia não é apenas uma exibição artística, mas uma disputa técnica onde jurados internacionais avaliam critérios como autenticidade, coreografia e fidelidade histórica. O Flor Ribeirinha já possui um histórico de vitórias em solo estrangeiro, tendo conquistado títulos expressivos na Coreia do Sul e em outros festivais de grande porte.

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Preparação e logística para o mundial

Para viabilizar a jornada até o continente europeu, o coletivo passou por meses de ensaios intensivos e uma complexa logística de transporte de instrumentos e indumentárias. Segundo a coordenação do grupo, a proposta deste ano é levar uma narrativa que conecte a ancestralidade ribeirinha com a modernidade das apresentações de palco. O evento em Istambul funciona como uma vitrine diplomática, onde a cultura de Mato Grosso serve como ponte de diálogo com outros povos.

O impacto da cultura mato-grossense

A presença do grupo em um campeonato de tamanha envergadura reforça a importância das políticas de fomento à cultura popular. De acordo com especialistas em patrimônio imaterial, o Mundial de Folclore é a plataforma máxima para grupos que buscam reconhecimento além das fronteiras nacionais. O Flor Ribeirinha tem sido um embaixador do folclore brasileiro, levando o ritmo da viola de cocho para auditórios que reúnem milhares de espectadores e críticos de arte de todo o mundo.

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Contexto

Fundado há mais de três décadas, o Flor Ribeirinha nasceu com o propósito de não deixar morrer as tradições das comunidades que vivem às margens do Rio Cuiabá. Ao longo dos anos, o projeto se transformou em uma referência educacional e social, envolvendo jovens e veteranos na manutenção das danças de roda. O grupo foi o primeiro do Brasil a vencer o Festival Mundial de Arte e Cultura na Ásia, consolidando o estado de Mato Grosso como um exportador de excelência artística.

O que esperar

As apresentações decisivas ocorrem nos próximos dias, com o anúncio dos vencedores previsto para o encerramento da programação oficial. Caso conquiste uma nova premiação, o grupo ampliará sua galeria de troféus, reafirmando o status do folclore cuiabano como um dos mais vibrantes e preservados do planeta. A expectativa da delegação é retornar ao Brasil com o título de campeão mundial, fortalecendo o turismo cultural da região metropolitana de Cuiabá.

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Por Diego Sousa | Jornalista – MTB 0005226/CE

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